Zema define modo de privatização da Copasa

  • 29/01/2026
(Foto: Reprodução)
Barragem da Copasa no dia 16/01/2025 Copasa O governo mineiro definiu a modalidade de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Em ofício enviado à diretoria da estatal, o governador Romeu Zema (Novo) afirmou que será adotada a oferta pública de distribuição secundária de ações. Isso significa que não haverá emissão de novos títulos, e sim a venda de ações já existentes. Com esse modelo, os recursos arrecadados vão para os cofres do estado, e não para o caixa da Copasa. Segundo o documento, assinado na última quarta-feira (28), o valor obtido com a alienação das ações será usado para o pagamento da dívida de MG com a União ou para o cumprimento de obrigações relacionadas à renegociação do montante, atualizado em mais de R$ 180 bilhões. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Uma das possibilidades estudadas pelo governo é atrair um investidor estratégico que tenha capacidade financeira, expertise no setor de infraestrutura no Brasil ou no exterior e que demonstre o compromisso de cumprir as metas de prestação do serviço estabelecidas em lei, como a aplicação de tarifa social e a melhoria da qualidade da água tratada. A ideia é que esse investidor detenha pelo menos 30% das ações da Copasa e seja proibido de vender qualquer porcentagem de sua participação societária por quatro anos. Depois desse período, o investidor estratégico poderá transferir até 50% das ações, desde que cumpra as metas de universalização da prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgoto em todos os municípios atendidos pela Copasa. Se essas metas não forem atingidas, a venda das ações só poderá ser realizada a partir de 31 de dezembro de 2033. Ainda segundo o ofício de Zema, o modelo de privatização deve prever a possibilidade de poder de veto do estado sobre determinadas decisões. Participação do estado Em relação à participação do estado na Copasa após a privatização, o governo prevê dois cenários: caso ao menos um investidor estratégico entre no negócio, o estado poderá manter 5% da participação societária na empresa; caso nenhum investidor estratégico adquira uma fatia da Copasa, o estado poderá alienar até 100% de suas ações na companhia. Na prática, se não houver investidores de referência interessados, a Copasa passará a ser uma empresa de capital pulverizado, sem um único dono e sem controle estatal. Independentemente do cenário, o estatuto social da companhia deverá prever um limite máximo de 45% de direito de voto. Isto é, mesmo que um único investidor compre a maior parte das ações, ele terá poder de voto limitado e não poderá tomar decisões sem consultar os demais acionistas. Próximos passos Antes da venda das ações da Copasa, o valor de mercado da empresa ainda deve ser levantado. Em fato relevante publicado na quarta-feira, o diretor-financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Adriano Rudek de Moura, destacou que a efetiva oferta de ações está sujeita a diversos fatores, incluindo as "condições macroeconômicas e de mercado no Brasil". Relembre A privatização da Copasa foi aprovada definitivamente pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 17 de dezembro de 2025 e sancionada pelo governador Romeu Zema no dia 23 do mesmo mês. Em novembro, os deputados já haviam aprovado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retirou a exigência de consulta popular para a venda da empresa. A Copasa cuida do abastecimento de água em 637 municípios mineiros e, em 308 deles, também fornece serviços de esgoto — os números incluem municípios atendidos pela Copanor, subsidiária responsável pelos serviços de saneamento nas regiões Norte e Nordeste de MG. ALMG aprova projeto de lei que permite privatização da Copasa Vídeos mais vistos no g1 Minas:

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/01/29/zema-define-modo-de-privatizacao-da-copasa.ghtml


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