Veja o que é #FATO ou #FAKE nas entrevistas com candidatos ao governo do Rio de Janeiro no RJ1

  • 17/09/2026
(Foto: Reprodução)
Garotinho, Douglas Ruas e Eduardo Paes durante entrevista ao RJ1 Reprodução Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) foram entrevistados pelo RJ1 nesta semana. Conduzidas pelos jornalistas Mariana Gross e Edimilson Ávila, as conversas sobre os principais temas do estado foram exibidas ao vivo no telejornal. ✅ Siga o canal de Fato ou Fake no WhatsApp O público pôde acompanhar a transmissão pela TV Globo e pelo g1, que depois disponibilizou a íntegra, assim como o Globoplay. Foram convidados os dois candidatos mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Datafolha em 11 de setembro. Segunda-feira (14) - Anthony Garotinho (Republicanos) – leia mais sobre a sabatina Terça-feira (15) - Douglas Ruas (PL) – leia mais sobre a sabatina Quarta-feira (16) - Eduardo Paes (PSD) – leia mais sobre a sabatina A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dos candidatos. Leia: Anthony Garotinho (Republicanos) "No Alemão, o chefe do Comando Vermelho fala com um cara de Cabedelo, na Paraíba. Os bandidos de fora estão vindo para o Rio de Janeiro, sendo treinados e voltando para os seus estados." Selo Fato (Horizontal) g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Operações da Polícia Federal e do Ministério Público da Paraíba já tiveram como principal alvo de investigação o Comando Vermelho e sua atuação em Cabedelo, cidade de 60 mil habitantes. Segundo as apurações, a facção se infiltrou em pontos estratégicos da prefeitura do município. A investigação, segundo uma reportagem exibida em maio pelo Fantástico, cita que Flávio de Lima Monteiro, o Fatoka, estava foragido em maio deste ano no Complexo do Alemão. Fatoka é apontado como criador da Tropa do Amigão, braço do Comando Vermelho no Nordeste. A presença de traficantes de outros estados no Alemão e outras comunidades do Rio já foi tema de diversas reportagens no g1 e no Fantástico. Os treinamentos de criminosos são uma realidade no Rio de Janeiro. Em 2023, imagens de um treinamento de guerrilha no Complexo da Maré foram divulgadas pelo próprio Fantástico. "Cabe recurso [da condenação por improbidade]." g1 A declaração é #FAKE. Veja por quê: Durante entrevista, a apresentadora Mariana Gross citou três vezes que a condenação de Garotinho por improbidade administrativa de 2018 é definitiva e que não cabe mais recurso. Garotinho, no entanto, rebateu duas vezes: "Cabe recurso". Isso não é verdade. A condenação por improbidade administrativa transitou em julgado no Supremo Tribunal Federal (STF), ou seja, tornou-se definitiva, sem possibilidade de recurso. É possível, porém, questionar os efeitos da condenação, como multa e indenização por danos, por meio de instrumentos jurídicos próprios. No caso, a defesa de Garotinho ajuizou em agosto de 2026 uma ação rescisória para tentar desconstituir esses efeitos. O pedido de liminar nessa ação foi negado, mas essa decisão ainda pode ser contestada por recurso. Isso, no entanto, não significa que ainda seja possível recorrer da condenação original. Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria de imprensa Garotinho reconheceu que não cabe mais recurso na ação que resultou na condenação, mas afirmou que ainda existem recursos e medidas judiciais para discutir os efeitos da decisão. Também cabe recurso, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral que indeferiu a candidatura de Garotinho devido a essa condenação transitada em julgado. "O relatório diz que elas [milícias] cresceram no período do governo de Sérgio Cabral. No meu período, existia uma milícia forte no Rio de Janeiro: a de Rio das Pedras, que era comandada pelo Nadinho. [...] Ela começa a se articular no ano 2000. Ela ganha força a partir do governo de Sérgio Cabral." Selo Não é Bem Assim (Horizontal) g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Em termos cronológicos, o relatório da CPI das Milícias afirmou que os grupos de milicianos tinham um objetivo "legítimo" de expulsar traficantes de determinadas localidades oito anos antes do início da comissão, ou seja, em 2000, exatamente durante o governo de Garotinho. Em outro trecho, o relatório diz que as milícias tiveram um "vertiginoso aumento" a partir de 2004, ano em que a governadora do Rio de Janeiro era Rosinha Garotinho, esposa do ex-governador e atual candidato. O trecho exato diz: "A expressão milícias se incorporou ao vocabulário da segurança pública no Estado do Rio e começou a ser usada frequentemente por órgãos de imprensa quando as mesmas tiveram vertiginoso aumento, a partir de 2004". Outro trecho do relatório final da CPI das milícias aponta que os ataques de dezembro de 2006, que atingiram ônibus, delegacias e postos da Polícia Militar do Rio, também ajudaram a consolidar o uso do termo "milícia". Os atentados, segundo o texto, seriam uma "ação de represália de facções de narcotraficantes à propagação de milícias na cidade". O governo de Sérgio Cabral só começou em janeiro de 2007. A partir daí, houve acontecimentos relevantes relacionados à atuação dos grupos criminosos, como as prisões do deputado estadual Natalino e do vereador Jerominho, em 2008. "Você lembra, que você era repórter, eu baixei as tarifas [de ônibus intermunicipal] da outra vez, baixei 15%." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Em 1999, o então governador Anthony Garotinho, por meio do Decreto estadual nº 25.194, de 12 de fevereiro de 1999, reduziu em 15% as tarifas praticadas pelas empresas permissionárias de transporte urbano e intermunicipal. O Tribunal de Justiça do RJ, no entanto, declarou a nulidade dos decretos, o que levou ao ajuizamento de mais de 100 ações das empresas de ônibus para reaver seus prejuízos. Douglas Ruas (PL) "Quem me escolheu para ser candidato a governador foi o presidente Bolsonaro." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Uma reportagem publicada em fevereiro pelo jornal "O Globo" relatou que, segundo aliados de Jair Bolsonaro, o ex-presidente defendeu que o PL lançasse o então deputado estadual licenciado e secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas, como candidato ao governo do Rio. Nas conversas, Bolsonaro avaliou que Ruas poderia representar o campo bolsonarista na disputa. No mesmo mês, o PL anunciou oficialmente a pré-candidatura de Ruas ao governo do estado. O anúncio foi feito pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Aquela operação [Alemão], o estado [RJ] perdeu uma grande oportunidade numa única ação com mais de 2,4 mil policiais que foram recebidos por tiros de fuzil, drones atirando granada, tiro de .50, lograram êxito em retirar de circulação mais de 200 marginais que impõem um verdadeiro terror à população de bem que mora naquelas comunidades." Selo Não é Bem Assim (Horizontal) g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Na entrevista, Douglas Ruas falou em "200 marginais". O número corresponde à soma aproximada dos 117 suspeitos mortos e das 123 pessoas presas ou apreendidas na operação de 28 de outubro de 2025, realizada nos complexos do Alemão e da Penha. As autoridades, no entanto, não confirmaram que todos os mortos e presos eram criminosos, com antecedentes ou mandados de prisão em aberto. As informações divulgadas não comprovam individualmente que todos os mortos na operação estavam armados, portavam fuzis ou atiraram contra os agentes. A própria Polícia Civil informou que parte deles não tinha histórico criminal, e as circunstâncias das mortes continuaram sujeitas à perícia e à investigação. De acordo com o relatório do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a megaoperação deixou 121 mortos (quatro policiais e 117 suspeitos). O MP apontou que 20 mortos não tinham qualquer envolvimento com o crime. O relatório também registrou civis atingidos por balas perdidas, entre eles um morador de rua, Fernando Vinicius Lopes, que morreu, e uma mulher ferida em uma academia. Ao todo, 113 pessoas foram presas, e dez adolescentes foram apreendidos. A própria Secretaria de Polícia Civil divulgou que, dos 113 adultos presos, apenas 54 tinham anotações criminais. Ou seja, mais da metade não tinha registro anterior de antecedentes no sistema. Entre os 117 mortos, segundo levantamento da Polícia Civil, ao menos 97 tinham histórico criminal, 59 tinham mandados de prisão pendentes e 17 não apresentavam histórico criminal. Com relação a 12 desses 17 casos, o governo afirmou ter encontrado, em redes sociais, indício de participação dessas pessoas no tráfico. Duas identificações ou perícias ainda estavam inconclusivas no levantamento divulgado. Em novembro de 2025, o policial civil Rodrigo Vasconcellos Nascimento, lotado na 39ª DP (Pavuna), morreu após 20 dias internado. Rodrigo foi alvo de disparos de traficantes no alto da Serra da Misericórdia naquele dia 28 de outubro. Com a morte do agente, subiu para cinco o número de policiais mortos na operação. O Fato ou Fake procurou a assessoria de Douglas Ruas para saber em que dados ele se baseou ao citar os "200 marginais" retirados de circulação. A resposta cita que o candidato se referiu aos "100 criminosos que foram presos e aos 117 que morreram em confronto com a polícia". A nota, no entanto, não informou qual documento foi usado como referência para a declaração feita na entrevista desta quarta. "Além disso, teve uma significativa melhora na merenda escolar que recentemente ganhou um prêmio nacional, o melhor projeto nutricional do Brasil." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Segundo uma publicação de 14 de julho no site oficial da Prefeitura de São Gonçalo, a Escola Estadual Municipalizada Itaitindiba, no bairro de Santa Izabel, ganhou um prêmio como uma das 20 unidades selecionadas no país, concedido em janeiro de 2026. O projeto participante foi o “Feirinha na escola: sabores da agricultura”, que incentiva a agricultura familiar do município. O prêmio faz parte da 7ª edição da Jornada de Educação Alimentar e Nutricional (EAN). A escola foi escolhida no núcleo de atividades número 3, cujo tema era "Agricultores(as) familiares como protagonistas da ação de EAN". A iniciativa, no entanto, não prevê um prêmio específico para o “melhor projeto nutricional” do Brasil. A jornada é uma iniciativa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) voltada para escolas públicas da Educação Básica atendidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do governo federal. O prêmio é uma iniciativa para fortalecer e dar visibilidade às ações de educação alimentar e nutricional no ambiente escolar em todo o país. "Quando o prefeito [Capitão Nelson] assumiu a cidade de São Gonçalo, a cidade estava uma terra arrasada. A rede pública municipal tinha apenas 30 e poucos mil alunos, 34 mil alunos [...]. Hoje, já dobrou o número de alunos, já contam com mais de 60 mil." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Capitão Nelson (PL), pai de Douglas Ruas, foi eleito prefeito de São Gonçalo em 2020, e reeleito em 2024. Consultada pelo Fato ou Fake, a assessoria de imprensa da prefeitura do município afirmou que havia 35 mil alunos matriculados na rede municipal em 2021. Atualmente, são 60 mil estudantes, contabilizando os Centros Especializados, como os Centros de Referência Municipal do Autista, Centro de Inclusão e Centro Interescolar Ulysses Guimarães (CIUG). "Eu não participei do projeto Cidade Integrada. Existiu a Secretaria da Cidade em uma configuração anterior, ela foi extinta. Essa foi na primeira gestão do governador Cláudio Castro, da qual eu não participei. Tinha uma Secretaria das Cidades, que posteriormente ela foi extinta. Essa, sim, participou do Cidade Integrada. Em 2023, foi criada uma nova secretaria, Secretaria das Cidades, com a mesma nomenclatura, mas ela não participou do programa Cidade Integrada em relação à questão da Segurança Pública." Selo Não é Bem Assim (Horizontal) g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Em janeiro de 2022, o Decreto nº 47928 criou o Cidade Integrada e inclui a Secretaria de Estado das Cidades (Secid) no núcleo de governança estratégica do programa. Cláudio Castro já era governador do Rio de Janeiro desde 2021, após a cassação de Wilson Witzel. No texto, a Secid é listada como integrante do núcleo "tático-operacional" do programa. Em 1° de janeiro de 2023, o Decreto nº 48.031 extinguiu a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras e a Secretaria de Estado das Cidades. Nove dias depois, o Decreto 48.314 criou, sem aumento de despesa, a estrutura organizacional da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Cidades, que fundiu as duas secretarias que haviam sido extintas em 1° de janeiro. Em 26 de setembro de 2023, o Decreto 48.707 determinou a mudança no nome da pasta, que passou a se chamar Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas (Seiop). No mesmo decreto, o governador anunciou, também sem aumentar despesas, a criação da Secretaria de Estado das Cidades (Secid), e Douglas Ruas foi nomeado secretário. Cargos comissionados da Seiop foram transferidos para a Secid. Em outubro de 2023, o Decreto 48.780 transferiu os projetos executivos da Seiop, inclusive o Cidade Integrada, à Secid. Em 16 de novembro de 2023, o Decreto 48.707, após aprovação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), foi transformado em lei e publicado no Diário Oficial. A Lei nº 10.181 determinou uma reforma administrativa que criou oficialmente a Secid, o mesmo nome utilizado na criação do programa Cidade Integrada em 2022. Nenhum dos decretos citados foi revogado posteriormente. A Secretaria de Cidades seguiu integrando o projeto Cidade Integrada, que existe até hoje. Eduardo Paes (PSD) "O Chiquinho Brazão foi uma indicação do Republicanos. Não havia sequer nenhuma suspeita contra ele. E tem que lembrar que o assassinato da Marielle tinha acontecido 6 meses antes e nunca se levantou nenhuma suspeita contra ele e a própria suspeita contra o irmão dele já tinha meio que sido apagada. [...] Quando surge a primeira notícia de possibilidade de envolvimento dele, eu demito ele imediatamente. Tanto que ele é preso meses depois." g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Chiquinho Brazão foi indicado pelo Republicanos para assumir a Secretaria Especial de Ação Comunitária da Prefeitura do Rio. A nomeação ocorreu em 3 de outubro de 2023, em meio à articulação política entre o prefeito Eduardo Paes e o partido para as eleições municipais de 2024. A escolha aconteceu em um momento em que novas suspeitas sobre Domingos Brazão, irmão de Chiquinho, haviam voltado ao centro das investigações sobre a morte de Marielle Franco. O avanço das suspeitas e o envio do caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) foram revelados pelo colunista do jornal "O Globo" Bernardo Mello Franco. O ex-policial militar Ronnie Lessa, condenado por executar Marielle e Anderson Gomes, apontou Domingos Brazão como um dos mandantes do crime em seu acordo de delação premiada. A delação de Lessa foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em janeiro de 2024. A partir daí, as suspeitas sobre os envolvidos ganharam repercussão pública. A prisão de Chiquinho Brazão, Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa, apontados pela investigação como envolvidos no caso, ocorreu em 24 de março de 2024. Chiquinho deixou a Secretaria Especial de Ação Comunitária em 1º de fevereiro de 2024, quando foi exonerado pela Prefeitura do Rio, na gestão de Eduardo Paes. "Sabe como é que pegaram os assassinos da Marielle? Usando as câmeras do Centro de Operações [...] Se desvendou, por exemplo, o assassinato da Marielle através do Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro." g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Imagens de câmeras da Prefeitura do Rio ajudaram a Polícia Civil a identificar o carro usado pelos assassinos de Marielle Franco, Élcio Queiroz e Ronnie Lessa. O Cobalt prata seguia o carro do motorista de Marielle, Anderson Gomes, que também foi morto no ataque. A partir das imagens, a Polícia Civil passou a monitorar o itinerário do veículo usado no crime. No entanto, pelo menos cinco câmeras que mostravam o trajeto de Marielle antes do crime estavam desligadas. O percurso era de aproximadamente três quilômetros. As investigações apontam que Lessa e Élcio Queiroz foram presos a partir de um conjunto de provas, que incluiu, além das imagens, uma denúncia anônima ligando ambos diretamente ao crime, a quebra de sigilo telemático e o cruzamento de dados de localização dos condenados pelas mortes de Marielle e Anderson. A quebra do sigilo do telefone de Ronnie Lessa possibilitou que a polícia identificasse Élcio como motorista do carro no dia do crime. "A passagem mais cara do estado do Rio de Janeiro é de São Gonçalo, que aumentou para R$ 5,40 em novembro do ano passado." g1 A declaração é #FAKE. Veja por quê: Nova Iguaçu tem tarifa municipal de R$ 5,95, valor superior ao de São Gonçalo. Em Niterói, o passageiro que utiliza o Bilhete Único Niterói, subsidiado pela Prefeitura, paga R$ 4,45. Para quem paga em dinheiro ou não tem direito ao benefício, a tarifa é de R$ 5,60, também superior à de São Gonçalo. Além disso, a tarifa dos ônibus municipais de São Gonçalo foi reajustada para R$ 5,55 em novembro de 2025, e não para R$ 5,40, como afirmou Paes. "Nós tivemos quatro secretários do Cláudio Castro presos por ligações com o crime. Um ia ser candidato a governador. Nós temos, neste momento, dois secretários do Cláudio Castro presos, o Rodrigo Bacellar, três vezes preso por ligações com o Comando Vermelho, e o tal do Carracena, acho que é esse o nome, que nesta semana o TRF tornou réu de novo com o TH Joias." Selo Fato (Horizontal) g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Allan Turnowski, ex-secretário estadual de Polícia Civil, foi preso em 2022. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) o denunciou sob acusação de integrar uma organização criminosa ligada ao jogo do bicho e de atuar em favor de contraventores. Atualmente, responde em liberdade. Raphael Montenegro, então secretário estadual de Administração Penitenciária, foi preso em 2021. A investigação apontava suspeitas de negociação de vantagens com integrantes do Comando Vermelho. Alessandro Pitombeira Carracena ocupou as secretarias estaduais de Esporte e Lazer e de Defesa do Consumidor e havia sido secretário municipal de Ordem Pública durante a gestão Marcelo Crivella. Está preso desde setembro de 2025. Segundo investigação da Polícia Federal (PF), ele integraria o núcleo político de uma organização ligada ao Comando Vermelho. Carracena e outros acusados no caso agora são réus na Justiça. Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legistlativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que foi secretário estadual de Governo de Castro, também foi preso. Em março de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a decretar sua prisão preventiva por suspeitas de vazamento de informações e obstrução de investigações relacionadas a organizações criminosas. Participaram da checagem: André Coelho Costa, Adriana Cruz, Cláurda Loureiro, Henrique Coelho, Marco Antônio Martins, Mel Trench e Raoni Alves. 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FONTE: https://g1.globo.com/fato-ou-fake/eleicoes/noticia/2026/09/17/veja-o-que-e-fato-ou-fake-nas-entrevistas-com-candidatos-ao-governo-do-rio-de-janeiro-no-rj1.ghtml


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