Um ano após morte na Linha 5-Lilás, investigação não detalha falhas, e portas de segurança seguem atrasadas no Metrô de SP

  • 06/05/2026
(Foto: Reprodução)
Um ano após morte de passageiro na Linha 5-Lilás, investigação não detalha falhas e portas de segurança seguem atrasadas no Metrô de SP O Metrô de São Paulo concluiu a investigação sobre a morte de um passageiro prensado na Estação Campo Limpo, da Linha 5-Lilás, em 2025, sem detalhar quais falhas levaram ao acidente. Lourivaldo Ferreira Nepomuceno morreu em 6 de maio do ano passado, após ficar preso entre o vão e a porta da plataforma da Estação Campo Limpo, da concessionária ViaMobilidade, enquanto tentava embarcar em um trem. Em nota, o Metrô de São Paulo resumiu o resultado da sindicância em uma única frase: “as medidas administrativas necessárias para a melhoria dos processos foram adotadas”. Lourivaldo Ferreira Silva Nepomuceno, vitima de acidente na manhã desta terça (6), na Linha 5-Lilás da ViaMobilidade Arquivo pessoal Após a morte de Lourivaldo, a ViaMobilidade instalou barreiras de proteção no vão entre o trem e a porta da plataforma das estações da Linha 5-Lilás. Mas não foram instalados sensores de presença, tecnologia pode detectar a presença de uma pessoa nesse espaço e impedir que o trem continue viagem. Já a instalação de portas de segurança nas estações mais antigas do Metrô de São Paulo segue atrasada. Falhas A Linha 5-Lilás é operada pela concessionária ViaMobilidade, e documentos do próprio governo estadual e da empresa indicam que falhas no sistema de portas de plataforma já eram conhecidas havia pelo menos três anos antes da morte do passageiro. Os registros apontam uma sequência de ocorrências antes do acidente. Em novembro de 2021, um passageiro ficou preso no vão entre o trem e a plataforma na estação Chácara Klabin. Na ocasião, a ViaMobilidade concluiu que o sistema de portas “não atendia integralmente aos requisitos de segurança”. Três meses depois, o Metrô procurou a fabricante das portas, mas, na prática, nenhuma solução foi implementada. O mesmo tipo de incidente voltou a ocorrer em novembro de 2022 e outras duas vezes em 2023. Em dezembro de 2024, a concessionária chegou a afirmar que poderia instalar barras de segurança em todas as estações em até cinco meses. O Metrô, no entanto, optou por aguardar um sistema de proteção definitivo da fabricante — que não foi entregue antes da morte de Lourivaldo. ViaMobilidade testa botão de segurança em portas de plataforma na Linha 5-Lilás de metrô após morte de passageiro Instalação das portas A instalação das portas de plataforma, considerada uma das principais medidas para evitar acidentes, também enfrenta atrasos nas linhas mais antigas da rede. Na Linha 1-Azul, apenas duas das 23 estações contam com o equipamento, segundo documentos do próprio Metrô. Na estação Sé, a mais movimentada da rede, não há portas na plataforma da Linha 1-Azul. Já na Linha 3-Vermelha, as portas foram instaladas, mas ainda não estão em funcionamento. O Metrô contratou, em 2019, um consórcio para instalar 88 portas de plataforma até 2024. O prazo já foi adiado duas vezes e, atualmente, não há uma data definida para a conclusão do serviço. Em nota, a companhia informou que as portas de plataforma das estações Sé e República devem ser entregues neste semestre. As estações Anhangabaú e Brás serão as próximas a receber o equipamento, mas sem prazo definido. Sobre o caso de Lourivaldo, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que o inquérito policial foi arquivado a pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), sem indicação de responsabilização criminal. Morte do passageiro O acidente que tirou a vida do passageir aconteceu por volta das 8h, quando as plataformas da estação estavam lotadas. Uma passageira que testemunhou o acidente contou à TV Globo que as pessoas ficaram desesperadas com a ocorrência. "Dentro do metrô mesmo muita gente ficou nervosa. Pessoas começaram a gritar, chorar", disse a mulher, que preferiu não se identificar. A ViaMobilidade informou à época que a linha conta apenas com sensores nos trens, para impedir acidentes e que eles partam com as portas abertas. Após o acidente, a ViaMobilidade informou que instalaria sensores nos vãos das plataformas até fevereiro de 2026, mas isso não aconteceu. Foram colocadas apenas barreiras de proteção nos vãos.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/06/um-ano-apos-morte-na-linha-5-lilas-investigacao-nao-detalha-falhas-e-portas-de-seguranca-seguem-atrasadas-no-metro-de-sp.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Anunciantes