Super pai e responsável pela primeira viatura preta da PM: saiba quem era sargento da Rotam que morreu em Aparecida de Goiânia
09/02/2026
(Foto: Reprodução) Policial militar da Rotam morreu após sofrer um infarto, em Aparecida de Goiânia
Kennon Ribeiro de Fonseca Neres, de 52 anos, é lembrado como um super pai, um avô babão e responsável pela primeira viatura preta da Polícia Militar. O policial estava lotado na equipe de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e morreu após sofrer um infarto, em casa, no município de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.
“Era um superpai, um filho maravilhoso e um avô super babão. Mas além de tudo isso, era um super-herói de farda. Fez o possível e o impossível dentro e fora do batalhão. Meu pai era meu super-herói”, contou a filha Dayane Neres, que está grávida de seis meses do primeiro neto do policial. Ao g1, ela relatou que o pai sonhava em ser avô.
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Dayane contou que o pai estava na ativa, mas atuava mais internamente na Rotam. Kennon faleceu de infarto após chegar em casa do trabalho. Ela morava com a mãe para cuidar dela e foi ela quem o encontrou após o falecimento. Ele estava divorciado e deixou duas filhas.
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Sargento da Polícia Militar Kennon Ribeiro de Fonseca Neres, de 52 anos, que morreu após sofrer um infarto em Aparecida de Goiânia. Lotado na Rotam, ele atuou por mais de 25 anos na corporação e ajudou a criar a primeira viatura preta da unidade
Arquivo pessoal/Dayanne Neres
Legado na Rotam
Kennon morreu na sexta-feira (6) e causou comoção devido às duas décadas dedicadas à corporação. Em um vídeo publicado pelo tenente-coronel Sena e pelo Comando de Valorização dos Veteranos da PMGO, o policial Kennon contou como foi sua participação na alteração da cor das viaturas da Rotam em Goiás. Ele relatou que, em 1996, eram eles que arrumavam as viaturas acidentadas, quando elas eram brancas com detalhes azuis (veja o vídeo no começo da reportagem) .
“Quando fomos pintar a viatura de branco e azul, o dono da oficina falou: ‘Rapaz, se essa viatura fosse preta, ela ia ficar mais bonita’. Pintamos a viatura sem autorização, sem conhecimento de ninguém. Quando chegamos no quartel, com a viatura preta, o Coronel Bucá, comandante do Choque, ficou muito admirado”, contou.
Ele esclareceu que, por ter pintado sem autorização, ele ficou 30 dias no quartel, mas que o coronel decidiu pintar o resto da frota. “Quando foi em 99, fez o pedido das Blazer, elas já vieram preta de fábrica, ou seja, a Rotam adotou a cor preta nas viaturas. Hoje, a Rotan deu uma marca: as viaturas na cor preta são uma marca para a população de segurança e de operacionalidade”, relatou.
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