Sobe para seis o número de alunos internados com sinais de intoxicação após aula de natação em SP
10/02/2026
(Foto: Reprodução) Mais uma aluna de academia de natação é internada com intoxicação; jovem de 27 anos morreu na madrugada de domingo
Subiu para seis o número de alunos internados com sinais de intoxicação após uma aula de natação na academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
No último sábado (7), a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal depois de sair da aula e morreu horas depois no Hospital Santa Helena, em Santo André.
A principal suspeita das autoridades é que a manipulação de produtos químicos para limpeza da piscina próximo à área de aula pode ter afetado as pessoas, já que o espaço é fechado e tem pouca ventilação.
Além da aluna que morreu, outras cinco pessoas precisaram de atendimento. As vítimas internadas são:
Vinicius de Oliveira (marido de Juliana): internado em estado grave na UTI, com insuficiência respiratória;
Adolescente de 14 anos: internado em estado grave na UTI;
Aluna de 29 anos: internada na UTI após sentir náuseas, vômitos e diarreia;
Aluno internado em leito comum;
Quinta vítima: não foi divulgada mais informação sobre o seu estado de saúde.
Quem manipulou os produtos químicos?
Testemunhas e vídeos de câmeras de segurança mostram um homem manuseando um balde com produtos químicos ao lado da piscina enquanto alunos ainda estavam na água.
Segundo a polícia, ele teria deixado a mistura próxima à piscina aguardando o fim da aula para jogá-la na água, que estava turva.
Qual a situação legal da academia C4 Gym?
A unidade foi interditada e lacrada pela Vigilância Sanitária e pela Subprefeitura da Vila Prudente. O estabelecimento não possuía alvará de funcionamento, apresentava instalações elétricas precárias e operava com dois CNPJs vinculados ao mesmo endereço.
Já havia reclamações anteriores sobre o local?
Sim. Mães de ex-alunos relataram problemas respiratórios em crianças desde abril de 2024 devido ao cheiro forte de produtos químicos.
Uma mãe afirmou que o maiô da filha chegou a desbotar totalmente após uma aula e que o odor era "insuportável" e "meio ácido". Outra criança desenvolveu crises de tosse e bronquiolite, o que forçou o cancelamento da matrícula.
O que diz a academia?
A direção da C4 Gym afirmou, em nota, que "prestou imediato atendimento a todos os envolvidos" e que está colaborando com as autoridades. Sobre as queixas de 2024, alegou que houve um reparo na máquina de ozônio à época.
O que diz a família de Juliana?
O pai de Juliana, Ângelo Augusto Bassetto, pediu justiça: "Essa justiça deve ser feita não para termos de valor... é para não acontecer com mais ninguém". Ele relatou que a médica informou que o produto "queimou muito ela por dentro".
Onde está o funcionário?
O homem suspeito de manipular os produtos ainda não foi localizado pelos investigadores.
Quais foram os produtos utilizados?
A polícia apreendeu amostras, mas ainda busca identificar a composição exata e a proporção da mistura.
Qual a causa exata da morte?
As causas aguardam a conclusão dos laudos periciais e necroscópicos.
Houve omissão de socorro?
A polícia quer entender por que os responsáveis fecharam o local e não informaram as autoridades imediatamente após o incidente. O caso segue sob investigação no 42º Distrito Policial (Parque São Lucas).
Imagens mostram funcionário com produtos químicos em piscina que mulher morreu em SP
Câmera mostra momento do resgate de mulher que morreu após passar mal em aula de natação em SP
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