Sargento americano é preso por usar informações confidenciais da operação que capturou Maduro para apostar e ganhar uma fortuna
24/04/2026
(Foto: Reprodução) Sargento americano é preso por usar informações confidenciais da operação que capturou Maduro para apostar e ganhar uma fortuna
Jornal Nacional/ Reprodução
A Polícia Federal dos Estados Unidos e o Departamento de Justiça prenderam um sargento do Exército americano que participou da captura do ex-ditador Nicolás Maduro.
A ousada operação militar de captura do ditador Nicolás Maduro dentro da Venezuela causou surpresa no mundo todo. Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, forças especiais dos Estados Unidos puseram fim a quase 13 anos do regime de Maduro.
Horas antes, alguém apostou que as tropas americanas invadiriam a Venezuela e que Maduro estaria fora do cargo até o fim de janeiro. A aposta vitoriosa chamou atenção. A própria plataforma avisou ao Departamento de Justiça. Um anônimo ganhou mais de US$ 400 mil - o equivalente a mais de R$ 2 milhões.
Agora, as autoridades revelaram a identidade dele: Gannon Ken Van Dyke, de 38 anos, sargento das forças especiais do Exército americano. Van Dyke participou do planejamento e atuou na operação militar na Venezuela. Segundo os promotores, usou as informações sigilosas para lucrar. Na quinta-feira (23) à noite, Van Dyke foi preso. Os promotores apresentaram a acusação em Nova York, no Tribunal Federal de Manhattan. A promotoria afirma que o sargento tentou esconder o ganho em várias contas de criptomoedas e também tentou apagar a conta na plataforma de apostas depois que o assunto se tornou público.
O mercado de previsões movimentou mais de US$ 44 bilhões nos Estados Unidos em 2025. As previsões podem estar relacionadas a praticamente tudo: juros, inflação, transferência de atletas de um clube para outro, temperatura de uma cidade em determinada hora, vencedores de Oscar e até de julgamentos.
O Senado e a Câmara dos Estados Unidos avaliam projetos de lei para limitar o uso desse tipo de site por funcionários públicos. E vários estados também estudam a adoção de regulamentações mais rigorosas.
Além do mercado de previsões, investimentos baseados em informações privilegiadas - conhecido nos Estados Unidos como insider trading - estão sob investigação. Esta semana, o deputado do Partido Democrata, da oposição, Ritchie Torres, pediu que órgãos reguladores investiguem negociações de petróleo realizadas momentos antes do anúncio da extensão do cessar-fogo com o Irã. Foram mais de 4 mil contratos que ultrapassaram US$ 430 milhões em dois minutos.
Em março, a Casa Branca enviou um alerta aos funcionários. Em um e-mail, pediu que ninguém use informações internas sobre a guerra para lucrar e nem faça apostas em previsões. Na quinta-feira (23), Donald Trump foi questionado sobre o assunto. O presidente americano disse que lamentava:
“O mundo todo, infelizmente, virou uma espécie de cassino. Mas as coisas são como são”.
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