'Que mistério é esse que ninguém resolve?': desaparecimento de família há mais de 10 dias no RS aumenta aflição de conhecidos

  • 06/02/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia Civil checa imagens e busca reforços em investigação de família desaparecida no RS Depois de mais de dez dias sem respostas sobre o paradeiro de três integrantes da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o caso aumenta a aflição de pessoas próximas aos Aguiar, conhecidos pela vizinhança no bairro Anair. (Relembre abaixo) “A gente só queria saber o que houve, o paradeiro, onde que eles estão, o porquê desse sumiço", desabafa uma mulher que é próxima da família, mas não quis ser identificada. "Que mistério é esse que ninguém resolve?”, questiona. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta para um crime, como homicídio ou cárcere privado. Segundo quem acompanhava o dia a dia da família, tanto Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, quanto os pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, levavam uma vida dedicada ao trabalho e à casa. “Eles eram pessoas boas. Nunca fizeram mal para ninguém, nunca tiveram discussão com vizinhança. Os vizinhos todos gostavam muito deles", pontua a mulher. O pequeno mercado mantido pelo casal há mais de três décadas era uma referência na comunidade. Silvana, filha única, trabalhava ao lado dos pais e era descrita como extremamente ligada à família. O filho dela, de 9 anos, considerado o “xodó” dos avós, não estava com a mãe no fim de semana do desaparecimento. “Uma filha exemplar, uma mãe maravilhosa, sempre dedicada ao filho, aos pais, ao trabalho", relata outra conhecida de Silvana. Mercado da família desaparecida em Cachoeirinha Reprodução/ RBS TV Trabalho intenso e nenhuma viagem recente A rotina cansativa da família também chamou atenção de conhecidos. “Trabalhavam, trabalhavam, trabalhavam muito. E há mais de quatro anos eles não tiraram nem um dia de férias para visitar familiares", conta a primeira mulher ouvida pela reportagem. Silvana, segundo os conhecidos, mantinha um estilo de vida tranquilo e voltado à saúde. “Era uma pessoa calma, alegre, feliz. Ela gostava muito de fazer exercícios físicos", diz uma terceira pessoa próxima de Silvana que não quis se identificar. "O filhinho era a razão do viver dela", comenta. Com o passar dos dias, cresce a preocupação e a sensação de impotência entre as pessoas que torcem por respostas. “A gente não está conseguindo seguir”, diz mulher que convivia com a família. O caso O caso começou após uma publicação de Silvana em uma rede social, na qual afirmava ter sofrido um acidente de trânsito. A polícia, no entanto, já confirmou que o acidente não ocorreu. A principal linha de investigação aponta para um crime, como homicídio ou cárcere privado. A polícia colhe depoimentos em busca de esclarecimentos. Vizinha diz que não notou nada atípico Vizinha de Isail e Dalmira, Gislaine Aparecida Silva Rodrigues de Anchieta afirma que conversava com o casal todas as manhãs. "Está sendo bem difícil, porque a gente fica naquela expectativa de que o carro vai parar e eles vão descer." A mulher conta que mora no local há 17 anos e que os donos do mercado estavam no endereço há 32 anos. "Eles eram pessoas muito boas e trabalhadoras", destaca. Segundo Gislaine, ela viu o casal pela última vez no dia 22 de janeiro, uma quinta, pois viajou na sexta-feira, dia 23 de janeiro. "Estava tudo normal. A gente conversou bastante." Polícia investiga desaparecimento de três pessoas da mesma família no RS Confira o que se sabe e o que falta saber sobre o caso: Quem são os desaparecidos? Como o desaparecimento aconteceu? Qual a principal linha de investigação da polícia? Quais pistas da polícia? O que dizem os envolvidos e a vizinhança? Quais os próximos passos da investigação? Quem são os desaparecidos? Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar, naturais de Três Forquilhas, são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da família, no bairro Anair, em Novo Hamburgo, para onde se mudaram há mais de 30 anos. Descritos como queridos e tranquilos, eles são conhecidos na vizinhança. "São uns vizinhos extremamente conhecidos por todos nós. Me criei aqui. Eu não tenho nada de mal para falar deles", destaca uma vizinha. Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, é filha única do casal e mora nas proximidades. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e tem um filho de 9 anos, fruto de um relacionamento anterior. O menino estava com o pai no fim de semana do desaparecimento. Como o desaparecimento aconteceu? No sábado, 24 de janeiro, Silvana publicou em uma rede social que havia sofrido um acidente de trânsito enquanto retornava de Gramado, na Serra. Em seguida, postou que ficaria sem sinal e, no dia seguinte, agradeceu por orações. Desde então, seu celular está desligado e ela não fez mais contato. Alertados por vizinhos sobre a postagem, Isail e Dalmira teriam saído para procurar a filha no domingo (25). Segundo o delegado Anderson Spier, titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, o casal chegou a ir à delegacia distrital para registrar o sumiço, mas a unidade estava fechada. Depois disso, eles também não foram mais vistos. Qual a principal linha de investigação da polícia? A Polícia Civil trata o caso como um crime e descarta a hipótese de sequestro, pois não houve nenhum pedido de resgate após mais de uma semana. As principais suspeitas são de homicídio ou cárcere privado. "Por esse tempo todo que passou, provavelmente ela [Silvana] tenha sofrido ou esteja sofrendo algum crime que não permita manter contato com a família", afirma o delegado Anderson Spier. A investigação aponta que o comportamento da família foi incomum, já que costumavam avisar sobre viagens. Quais as pistas da polícia? A polícia confirmou que o acidente de trânsito relatado por Silvana não aconteceu. "O que a gente já sabe com precisão é que ela não esteve em Gramado", disse o delegado Spier, após consultar concessionárias e delegacias locais. O carro de Silvana foi encontrado na garagem de sua casa, com a chave no interior da residência, o que reforça a tese de que ela não viajou. Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica na noite de 24 de janeiro. Um carro vermelho entrou na residência às 20h34 e saiu oito minutos depois. Às 21h28, o veículo de Silvana entrou na garagem. Mais tarde, às 23h30, outro carro chegou, permaneceu por 12 minutos e foi embora. A polícia investiga se era Silvana quem dirigia seu próprio carro e busca identificar os outros veículos. Durante as diligências, a polícia encontrou um projétil de arma de fogo no pátio da casa de Isail e Dalmira. O objeto foi recolhido e será enviado para perícia. Quais os próximos passos da investigação? Para saber o paradeiro da família e a autoria e motivação do possível crime, a polícia aguarda a realização da perícia na casa de Silvana e no mercado dos pais em busca de vestígios, como sangue. Os investigadores também analisam outras imagens de câmeras de segurança para identificar os veículos e as pessoas envolvidas na movimentação da noite do dia 24. Seis pessoas já foram ouvidas e a polícia continua a colher depoimentos de familiares e vizinhos para obter mais informações que ajudem a solucionar o caso. Infográfico: pais e filha desaparecem em Cachoeirinha Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS o

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/02/06/que-misterio-e-esse-que-ninguem-resolve-desaparecimento-de-familia-ha-mais-de-10-dias-no-rs-aumenta-aflicao-de-conhecidos.ghtml


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