Presidente da Câmara dos EUA promete tentar viabilizar plano de Trump de pagar US$ 5 mil a americanos
13/09/2026
(Foto: Reprodução) Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, discursa durante a convenção republicana em Dallas, em 10 de setembro de 2026. (Foto: AP/Julio Cortez).
AP/Julio Cortez
O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, afirmou neste domingo (13) que tentará viabilizar a proposta de Donald Trump de pagar US$ 5 mil a cada americano adulto.
Segundo Johnson, a medida precisará ser aprovada pelo Congresso. Trump prometeu os pagamentos caso os republicanos mantenham o controle da Câmara e do Senado após as eleições de meio de mandato, em novembro.
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Trump anunciou a proposta durante a convenção de meio de mandato do partido, realizada em Dallas na semana passada. O presidente apelidou a iniciativa de "Dividendo Trump".
Depois, o presidente disse à CBS News Texas que não acreditava que o Congresso precisaria autorizar os pagamentos, embora não tenha explicado como gastaria mais de US$ 1 trilhão sem autorização dos legisladores.
Johnson, porém, discordou. O republicano da Louisiana afirmou que a aprovação do Congresso é necessária. "Eu presumiria que, sim, ele precisaria que o Congresso agisse, e essa é uma ideia criativa", disse.
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Poucas horas depois, Trump afirmou que cumprirá a promessa. "Os US$ 5 mil vão acontecer, 100%", disse a jornalistas antes de embarcar no Air Force One, na Irlanda, onde participou de um torneio profissional de golfe em seu resort.
Johnson, por sua vez, afirmou que trabalhará para fazer a proposta avançar no Congresso, apesar da estreita maioria republicana.
“Ele é o presidente das grandes ideias. Vamos tentar implementar tudo o que pudermos”, afirmou. “Comprometo-me que o Congresso vai trabalhar nisso e buscar consenso, como faz com todo o resto.”
A proposta pode custar mais de US$ 1 trilhão, ampliando a pressão sobre o déficit orçamentário anual dos EUA, de quase US$ 1,8 trilhão, e alimentando preocupações com a inflação. A economia do país enfrenta inflação persistente e juros elevados, uma combinação desafiadora para os republicanos que tentam manter o controle do Congresso.
Trump argumenta que os pagamentos seriam viáveis graças à força da economia. A confiança do consumidor, porém, segue fraca, em meio à alta dos preços da gasolina causada pela guerra com o Irã e à dificuldade dos salários em acompanhar a inflação.
O presidente americano disse a jornalistas neste domingo que os pagamentos seriam "fáceis de fazer" porque a economia dos EUA é forte.
"Podemos lidar facilmente com isso porque estamos arrecadando muito dinheiro. Nunca estivemos tão bem", afirmou.
Trump também reafirmou o compromisso com a proposta. "Eu fiz a promessa. Eu sempre cumpro minhas promessas."
Apenas um terço dos americanos aprova a forma como Trump conduz a Presidência, segundo pesquisa de julho do Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research. O índice era de 37% em junho e de 42% quando ele tomou posse. A maioria também desaprova sua condução da economia e da imigração, temas centrais para sua vitória eleitoral em 2024.
Neste domingo, Trump afirmou que o preço da gasolina vai “desabar”, mas indicou que não há acordo iminente com o Irã para encerrar os conflitos e reabrir o Estreito de Ormuz.
“Vai cair como uma pedra”, disse ele sobre os combustíveis. O presidente acrescentou que as negociações com o Irã ainda estão longe de uma resolução que permita a retomada da navegação normal pela rota.