Por que os EUA e Israel mantêm a ilha iraniana de Kharg a salvo de bombardeios?

  • 12/03/2026
(Foto: Reprodução)
Imagem de satélite mostra um terminal de petróleo na Ilha de Kharg, na costa sudoeste do Irã, em 25 de fevereiro de 2026. Planet Labs PBC/Handout via REUTERS Entre mais de 5 mil ataques realizados por EUA e Israel ao Irã, um alvo foi preservado nos primeiros 13 dias de guerra: a estratégica Ilha de Kharg, a 25 km de sua costa, responsável por 90% das exportações de petróleo da República Islâmica, com capacidade de carregar até sete milhões de barris de petróleo por dia. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Analistas especulam as razões que levam a pequena ilha do Golfo Pérsico a permanecer intocada e a salvo de bombardeios. A sua destruição ou inativação representaria um colapso da economia iraniana por décadas e teria impacto significativo para o mercado global de petróleo. Seria também impeditivo para que um futuro governo iraniano pudesse conduzir a transição no país. "Um ataque direto interromperia imediatamente a maior parte das exportações de petróleo bruto do Irã, provavelmente desencadeando uma forte retaliação no Estreito de Ormuz ou contra a infraestrutura energética regional", avaliou em nota o banco americano JP Morgan. Uma das propostas que estariam sobre a mesa do presidente dos EUA, Donald Trump, seria a de tomar o controle da ilha e bloquear as receitas petrolíferas do regime, conforme sugeriu o assessor da Casa Branca Jarrod Agen, diretor do Conselho Nacional de Domínio Energético, à "Fox News Business". Donald Trump diz que já venceu a guerra com o Irã “O que queremos fazer é tirar essas enormes reservas de petróleo do Irã das mãos de terroristas”, afirmou Agen, alegando que, dessa forma, os EUA não precisariam mais se preocupar com as tentativas do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, por onde escoa um quinto do petróleo mundial. O regime iraniano trata Kharg como um dos pontos mais sensíveis em meio à guerra que trava com os EUA e Israel desde 28 de fevereiro. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou nesta quinta-feira (12) que "qualquer agressão dos EUA contra o solo de ilhas iranianas levará ao 'abandono de toda a contenção'" do Irã no conflito. Terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o Irã arrecadou em 2024 cerca de US$ 78 bilhões (cerca de R$ 406,5 bilhões) em exportações de petróleo e gás, a despeito das severas sanções dos EUA. A maior parte da produção tem como destino a China. Nesse contexto, a Ilha de Kharg atua como um pilar fundamental da economia do país, recebendo o petróleo que chega por oleoduto de campos produtores como Ahvaz, Marun e Gachsaran. Como principal terminal petrolífero do Irã, é também uma fonte de receita para a Guarda Revolucionária, que sustenta militarmente o regime. A anexação da ilha é vista como uma operação bastante arriscada, por envolver a presença de tropas terrestres, que estariam sujeitas a pesados contra-ataques iranianos. Com a proximidade das eleições de meio de mandato nos EUA, uma fracassada captura de Kharg representaria também uma ameaça política significativa para Trump nas urnas. Veja os vídeos que estão em alta no g1

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2026/03/12/por-que-os-eua-e-israel-mantem-a-ilha-iraniana-de-kharg-a-salvo-de-bombardeios.ghtml


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