Polícia Federal abre inquérito para investigar grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master

  • 04/02/2026
(Foto: Reprodução)
PF abre inquérito pra investigar grupo Fictor, que quis comprar o Master na véspera da liquidação A Polícia Federal abriu mais um inquérito no escândalo do Banco Master. Desta vez, o alvo é o grupo Fictor, que tentou comprar o Master na véspera da liquidação do banco. A Polícia Federal vai investigar quatro crimes contra o sistema financeiro. Entre eles, gestão fraudulenta. Em 17 de novembro de 2025, um dia antes da liquidação do Banco Master, o grupo Fictor divulgou um comunicado em que afirmava que estava liderando um consórcio, com investidores dos Emirados Árabes Unidos, que compraria o banco. Com o anúncio da liquidação do Master, em 18 de novembro, a Fictor suspendeu a proposta. No domingo (1º), entrou com pedido de recuperação judicial para ter mais prazo para pagar dívidas e evitar a falência. O negócio com o grupo Fictor foi a última tentativa de Daniel Vorcaro, dono do Master, de evitar a liquidação do conglomerado. Antes disso, Vorcaro recorreu ao Banco de Brasília. O Conselho de Administração do BRB chegou a aprovar a compra de 58% do capital total do Master em março de 2025. Quatro dias antes, um parecer técnico do próprio BRB fez ressalvas ao negócio, como mostrou reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, confirmada pela TV Globo. O documento ressaltava que a liquidez - a capacidade do banco de honrar compromissos financeiros – e o índice de Basileia - exigência mínima de capital para operar - são indicadores essenciais para garantir a solidez e a estabilidade do sistema financeiro; e recomendava que os índices fossem considerados quando da deliberação da proposta. Apesar da ressalva, a diretoria jurídica concluiu que “não se vislumbravam ilegalidades de ordem jurídico-formal na proposta”. Mesmo com os alertas, a intenção do BRB de ter o controle acionário do Master seguiu adiante e só não foi concretizada porque o Banco Central barrou o negócio em setembro, impedindo a operação e, depois, determinando a liquidação do Master. O Banco Central já vinha acompanhando indícios de irregularidades na venda de carteiras de crédito do Master para o BRB. Entre os indícios de fraudes está a ausência de transferências bancárias comprovando que as pessoas de fato pegaram o empréstimo. Polícia Federal abre inquérito para investigar grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master Jornal Nacional/ Reprodução Técnicos envolvidos na investigação identificaram, dentro dessa carteira, o uso de CPFs reais. Com isso, empréstimos que não foram contratados podem aparecer como ativos no sistema de informações do Banco Central, levando os donos desses CPFs a estarem sujeitos a problemas de avaliação de crédito - 40 mil pessoas estão nessa situação. Nesta quarta-feira (4), senadores da Comissão de Assuntos Econômicos se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Eles querem ter acesso a documentos relacionados ao Banco Master, como o processo que culminou com a liquidação do conglomerado. LEIA TAMBÉM PF abre inquérito para investigar a suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília Em novo inquérito, PF foca na atuação dos gestores do BRB, inclusive na compra de carteiras de crédito do Master Caso Master: Haddad classifica situação como ‘muito grave’ e defende rastrear e recuperar o dinheiro

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/02/04/policia-federal-abre-inquerito-para-investigar-grupo-fictor-que-tentou-comprar-o-banco-master.ghtml


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