Polícia abre investigação contra PM acusado de agredir vizinho em briga sobre vaga de garagem para pessoas com deficiência
19/02/2026
(Foto: Reprodução) Prédio da Corregedoria da Polícia Militar, no Centro de São Paulo.
Reprodução/GoogleStreetView
Um policial militar é investigado por suspeita de agredir o parente de um vizinho em um condomínio no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo.
Segundo a denúncia, a confusão começou após uma discussão por uma vaga de garagem destinada a pessoas com deficiência. O agente Kauê de Melo Guedes teria atingido o assessor legislativo João Vitor Valverde com coronhadas no rosto. A vítima afirma que estava no local para levar suprimentos ao avô acamado.
O caso foi denunciado à Corregedoria da Polícia Militar (PM), que abriu uma conduta para apurar a conduta do agressor. A vítima também registrou boletim de ocorrência no 8º Distrito Policial (Belenzinho). O g1 tenta contato com a defesa do policial.
O caso aconteceu em 1º de fevereiro. De acordo com boletim de ocorrência, Valverde estacionou em uma vaga destinada a pessoas com deficiência e subiu até o apartamento do avô, que sofreu um acidente vascular cerebral e precisa de ajuda de familiares no dia a dia. Na volta, após 15 minutos, encontrou seu carro fechado por outro veículo, de propriedade do PM Guedes.
Ainda segundo relato da vítima, o PM alegou que era o dono original da vaga para pessoas com deficiência. Eles discutiram brevemente e, quando o assessor entrou no carro para tirá-lo da vaga, foi surpreendido pelas agressões. O policial teria usado sua arma de fogo para bater no rosto do rapaz.
A Polícia Militar diz que instaurou a investigação preliminar para “apurar todas as circunstâncias dos fatos e adotar as medidas cabíveis, caso a denúncia seja confirmada”.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O policial militar Kauê de Melo Guedes é investigado por agressão a um funcionário da Alesp, por causa de discussão sobre vaga de garagem.
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Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil abriu um inquérito policial no 52º Distrito Policial (Parque São Jorge) e solicitou as imagens das câmeras de segurança do condomínio para apurar o teor da denúncia. A autoridade policial também determinou a realização de exame de corpo de delito da vítima.
A família da vítima disse ao g1 que também solicitou as imagens ao condomínio para anexar à denúncia feita à Corregedoria, mas teve o pedido negado.
O g1 contatou a administradora RS Company, que informou, por meio de um funcionário, que o dono do apartamento não procurou a empresa diretamente.
A RS Company também diz que as câmeras da garagem não registraram a agressão, apenas uma parte da discussão, e que as imagens já foram fornecidas às autoridades policiais.
Nota da SSP sobre o caso:
"A Polícia Militar instaurou Investigação Preliminar para apurar todas as circunstâncias dos fatos e adotar as medidas cabíveis, caso a denúncia seja confirmada. A Polícia Civil, por meio do 52º Distrito Policial (Parque São Jorge), instaurou inquérito policial, analisa as imagens relacionadas ao caso e colheu o depoimento da vítima e de uma testemunha, além de ter intimado o policial para prestar esclarecimentos. Os exames periciais requisitados à vítima estão em elaboração para auxiliar no esclarecimento dos fatos".