Paralisação em creches municipais afeta 1,2 mil alunos em Paulínia

  • 27/08/2026
(Foto: Reprodução)
Educadoras de creches municipais fazem paralisação em Paulínia por equiparação salarial. Arquivo pessoal Educadoras infantis da rede municipal de Paulínia (SP) fazem uma paralisação, nesta quinta-feira (27). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia (STSPMP), o movimento ocorre após meses de negociações sem acordo sobre a equiparação salarial da categoria. A mobilização das trabalhadoras acontece no Paço Municipal, e algumas unidades amanheceram com aviso nos portões comunicando a paralisação. De acordo com a Prefeitura de Paulínia, há 1.836 alunos matriculados nas creches e 1.200 foram impactados pela paralisação. Em nota, a administração municipal lamentou os impactos provocados e disse que as servidoras que aderirem ao movimento poderão sofrer desconto no salário. "A paralisação terá impactos na rotina de centenas de famílias e também às servidoras que aderirem ao movimento, uma vez que a ausência ao trabalho poderá resultar no desconto do dia, conforme a legislação vigente", diz trecho da nota - confira na íntegra abaixo. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp O que diz o sindicato? De acordo com o sindicato, as educadoras que atuam com crianças da primeira infância tiveram uma redução salarial de cerca de 35% desde o ano passado. A entidade afirma que há uma legislação aprovada garantindo às profissionais os mesmos direitos e vencimentos das demais professoras da rede municipal, mas que, passados oito meses de negociações, a prefeitura ainda não cumpriu integralmente a medida. O impasse se intensificou após o envio de três projetos de lei à Câmara Municipal. Para o sindicato, os textos não atendem às reivindicações das profissionais das creches porque não promovem a equiparação salarial, deixam dúvidas sobre a progressão na carreira, excluem professoras afastadas por problemas de saúde e preveem uma jornada que, segundo a entidade, não atende às necessidades das crianças. Em comunicado divulgado à população, o sindicato pediu a retirada dos projetos e afirmou que as educadoras nunca deixaram de exercer suas funções com dedicação. "Não são professoras pela metade. São professoras por inteiro", diz um trecho da manifestação. O que diz a prefeitura? "A Prefeitura de Paulínia lamenta a paralisação desta quinta-feira, 27, realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores e pelo Movimento Somos Todas Professoras de Paulínia. A paralisação terá impactos na rotina de centenas de famílias e também às servidoras que aderirem ao movimento, uma vez que a ausência ao trabalho poderá resultar no desconto do dia, conforme a legislação vigente. A atual situação da carreira das educadoras é resultado de mudanças na legislação e de decisões judiciais. Em 2025, a Prefeitura precisou cumprir decisão decorrente de uma ADIN relacionada à legislação municipal então vigente. Desde aquele momento, a Administração Municipal buscou alternativas para reduzir os impactos financeiros às profissionais. Posteriormente, entrou em vigor legislação federal que reconheceu as profissionais como professoras e estabeleceu um piso salarial nacional de R$ 5.130. Em Paulínia, entretanto, a remuneração média das profissionais atualmente é de aproximadamente R$ 8.500, sem considerar os benefícios. Portanto, a remuneração praticada no município permanece acima do piso nacional estabelecido pela legislação federal. A partir da nova legislação, a Prefeitura iniciou uma mesa de negociação com representantes do Sindicato e do Movimento Somos Todas Professoras de Paulínia. Ao longo das tratativas, a Administração atendeu às reivindicações que estavam dentro de sua competência e viabilidade administrativa, incluindo importantes avanços na estrutura da carreira. Entre as medidas encaminhadas estão: regulamentação de 1/3 da jornada destinado às atividades pedagógicas sem a presença dos alunos; alteração da nomenclatura do cargo para Professoras de Educação Infantil; inclusão das educadoras na mesma estrutura de carreira e tabela do magistério dos professores PEB; garantia dos direitos previstos na carreira do Magistério, incluindo remoção e recesso escolar. A principal divergência permanece relacionada à questão salarial. As representantes reivindicam a retomada da remuneração praticada antes das mudanças decorrentes da ADIN de 2025, quando a média salarial era de aproximadamente R$ 10.500. A Prefeitura reconhece a importância da valorização dos profissionais da Educação, mas também precisa observar a responsabilidade fiscal e os limites orçamentários do município. Por esse motivo, as discussões sobre a questão financeira foram temporariamente suspensas, sem que o tema tenha sido encerrado. Os três projetos de lei encaminhados à Câmara Municipal são fundamentais para que a Secretaria Municipal de Educação possa organizar adequadamente a estrutura da rede para o ano letivo de 2027, garantindo segurança jurídica e administrativa para profissionais, escolas e famílias. A Prefeitura reforça que o diálogo com o Sindicato e com o Movimento será retomado para a continuidade das discussões sobre a questão financeira, dentro das possibilidades orçamentárias e legais do município, em momento oportuno. A Administração Municipal lamenta os impactos provocados pela paralisação aos alunos e às famílias e reafirma seu compromisso com a valorização dos profissionais da Educação e com a oferta de uma educação pública de qualidade, acessível e responsável para todos os paulinenses." VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/educacao/noticia/2026/08/27/educadoras-de-creches-municipais-fazem-paralisacao-em-paulinia-por-equiparacao-salarial.ghtml


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