'Negro sujo e macaco': porteiro de escola particular denuncia racismo de alunos e demissão em Campinas

  • 10/02/2026
(Foto: Reprodução)
O porteiro Rodnei Ferraz procurou a Polícia Civil para denunciar um caso de racismo ao ser ofendido por estudantes de uma escola particular de Campinas (SP) Reprodução/EPTV O ex-porteiro de uma escola particular de Campinas (SP) procurou a Polícia Civil para denunciar um caso de racismo que sofreu no trabalho, ao ser xingado por um alunos de "negro sujo", "macaco" e "sub-raça". Segundo Rodnei Ferraz, após denunciar o fato à direção, ele acabou demitido. "É revoltante, porque você se sente frágil, e impotente com essa situação ridícula que aconteceu comigo", disse a vítima. O caso ocorreu em dezembro de 2025, mas o g1 teve acesso ao boletim de ocorrência nesta terça-feira (10). A escola foi procurada para comentar a denúncia, e a reportagem será atualizada assim que a direção se manifestar. O caso do porteiro é mais um de uma estatística que cresce ano a ano. Segundo o Disque 100, foram 1.088 denúncias de racismo em todo o estado de São Paulo em 2025, alta de 20,2% (foram 905 em 2024). Só em Campinas, foram 26 denúncias em 2025, pouco mais de duas por mês. No mesmo período do ano anterior, foram 21. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp 'Negro sujo e macaco' Segundo a vítima, o caso ocorreu no dia 15 de dezembro, em uma unidade do colégio particular que fica no distrito de Barão Geraldo. O homem narrou à Polícia Civil que três alunos do ensino médio estavam na escola para fazer provas de recuperação, quando foram brincar em frente da escola sem supervisão de monitores. "Eles estavam fazendo muita baderna, um entra e sai constante, e nisso eles entraram num banheiro e dentro do banheiro começou uma gritaria, e eu chamando a atenção. (...) Mas aí ele chegou e falou: 'eu pago o seu salário, você é um sub-raça, um negro sujo e um macaco'", disse. Trabalhando há 20 anos na área, Rodnei conta que estava havia quatro meses no colégio, e que ficou sem reação diante das ofensas racistas proferidas pelo adolescente. "Eu dei um choque e chamei minha rendição para me render, para não ficar perto dessas crianças que eles chamam de criança, mas com 17, 16 anos, acho que já tem uma visão. E a educação vem de berço e, naquele momento, eu me senti muito constrangido", destaca. Entenda a diferença entre racismo e injúria racial VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/02/10/negro-sujo-e-macaco-porteiro-de-escola-particular-denuncia-racismo-de-alunos-e-demissao-em-campinas.ghtml


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