MPPE pede júri popular para delegado que atirou em ambulante em Fernando de Noronha

  • 26/04/2026
(Foto: Reprodução)
Delegado discute e atira em morador de Fernando de Noronha O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pediu que o delegado Luiz Alberto Braga seja julgado por um júri popular de Fernando de Noronha por ter atirado na perna de um homem durante uma festa no arquipélago (veja vídeo acima). A vítima, o ambulante Emmanuel Pedro Apory, teve a perna amputada após ser alvejado. Na manifestação, enviada à Justiça na quinta-feira (23), o promotor Fernando Cavalcanti Mattos argumenta que a discussão entre os dois e o disparo foi um ato premeditado, fruto de um "ciúme doentio". ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Em nota, a defesa do delegado criticou a peça apresentada pelo Ministério Público, dizendo que ela abandona a objetividade técnica e, em alguns pontos, "representa ofensa pessoal" contra o réu (veja mais detalhes abaixo). Um dia antes da discussão entre os dois, Emmanuel havia falado com a namorada do delegado, a nutricionista Thamires Silva, em uma academia. Segundo o promotor, todas as testemunhas ouvidas no processo confirmaram a versão de que o ambulante havia conversado com ela por "interesse na sua atividade profissional". Os dois trocaram número de telefone. O MPPE argumenta que, ao saber da interação, o delegado "injustificadamente, inesperadamente, foi arrebatado pelo ciúme doentio e, consequentemente, pelo receio de perda que só é comum àquelas pessoas fracas de mente, sem autoestima e sem amor-próprio". Durante a festa, no dia seguinte, o delegado e o ambulante se encontraram próximo ao banheiro durante uma festa. Imagens de uma câmera de segurança mostram que Apory levou um tapa e, em seguida, partiu para cima do policial, que reagiu com disparos. "Tal qual um felino de savana, certamente, durante toda aquela noite acompanhou cada movimento e cada passo de sua pretensa vítima, quando, finalmente, a abordou à saída do banheiro", afirma a manifestação do MPPE. Para o promotor, Braga também "fugiu do local do confronto" sem prestar socorro à vítima porque a suposta abordagem policial "foi o resultado final de uma armadilha encetada pelo réu, um crime premeditado forjado em uma mente doentia". O delegado foi indiciado por lesão corporal gravíssima em maio de 2025. Em junho, a Justiça aceitou a denúncia e o tornou réu por tentativa de homicídio duplamente qualificado. Em uma audiência realizada no início deste ano, a defesa do delegado disse que o episódio se tratou de legítima defesa. A decisão sobre o pedido do MPPE para que o processo seja decidido por meio de um júri cabe ao juiz do caso. De acordo com o site do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o júri pode ser utilizado em casos de homicídio doloso, infanticídio, aborto e instigação ao suicídio. O que diz a defesa? Em nota enviada ao g1, o advogado José Augusto Branco, que defende o delegado, afirmou que: a manifestação abandona a objetividade técnica; "em vez de uma exposição pormenorizada dos elementos de prova, a peça acusatória transmudou-se em um manifesto passional, repleto de adjetivações e metáforas absolutamente incompatíveis com o rigor processual"; o uso de expressões como "felino de savana" e "fraco de mente" para se referir ao delegado representa ofensa pessoal e viola "o dever de impessoalidade exigido de qualquer agente público"; o texto revela um nítido vínculo emocional do promotor de Justiça com a figura da vítima, "em detrimento da isenção necessária para a análise dos fatos". Delegado Luiz Alberto Braga Acervo pessoal VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/04/26/mppe-pede-juri-popular-para-delegado-de-atirou-em-ambulante-em-fernando-de-noronha.ghtml


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