Morte em piscina de academia em SP: especialistas alertam para perigo de misturar produtos químicos sem orientação

  • 10/02/2026
Especialistas alertam sobre cuidados com uso de produtos químicos A morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, e a internação de mais quatro pessoas que estiveram em piscina de academia na Zona Leste de São Paulo acendem o alerta para o cuidado ao usar produtos químicos. Seja na limpeza de piscinas ou na faxina em casa, é preciso comprar itens regularizados, ler o rótulo, usar produto com a finalidade para a qual ele é indicado e ver se é necessário usar luvas ou outro equipamento de proteção, além de ficar atento a qualquer sinal de intoxicação. ENTENDA O CASO: No sábado (7), a professora Juliana e seu marido Vinícius estavam na aula, quando notaram que a água da piscina apresentava odor e gosto anormais. Eles se retiraram do local após se sentirem mal e foram até o Hospital Santa Helena, em Santo André. Lá, o quadro de Juliana se agravou e evoluiu para uma parada cardíaca. Ela não resistiu e morreu. A polícia suspeita de uma mistura de produtos químicos que acabou causando uma reação química e liberou gases no ambiente, intoxicando os alunos da academia. Especialistas alertam que um dos erros mais comuns ao usar produtos químicos é fazer misturas que podem ser tóxicas. Além disso, em ambientes fechados, o risco de intoxicação é ainda maior. Muitas pessoas às vezes fazem isso dentro de casa sem perceber que estão se intoxicando. O Conselho Federal de Química orienta que uma das formas de evitar esse problema é seguir sempre as instruções no rótulo dos produtos. O órgão explica que misturar produtos químicos sem conhecimento técnico pode não ser eficaz na higienização, além de causar problemas ainda mais graves à saúde. A quantidade de produtos e a combinação inadequada podem gerar gases nocivos para a saúde. A mistura de água sanitária com vinagre, por exemplo, pode gerar gases tóxicos que causam danos severos às vias respiratórias. Já a reação de amônia com alvejantes pode resultar em substâncias que causam queimaduras. Avaliação da água da piscina No caso de piscinas, especialistas recomendam que um responsável técnico pela limpeza faça uma boa avaliação da água antes de usar os produtos. Se algum parâmetro estiver fora do ideal, é preciso corrigir para somente depois entrar com o cloro. “Se o pH não estiver correto, se estiver muito alto ou muito baixo, pode acontecer de mesmo você jogando o cloro na água da piscina, ele evaporar imediatamente e não fazer a ação bactericida que precisa”, explica a gestora de empresa de produtos de limpeza Avana Pacheco. “A gente tem que ter respeito pelos produtos químicos. Eles são muito importantes para o nosso dia a dia, para nossa vida, para o bem-estar da sociedade, mas eles têm que ser manipulados sob orientação de profissional da química”, afirma o superintendente do Conselho Federal de Química, Wagner Contrera. O tenente Henrique Barcellos, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e engenheiro químico afirma que o principal alerta é que pessoas que tenham contato com o ambiente fechado e suspeitem de um vapor tóxico, busquem imediatamente um local arejado. “Se for um contato com a pele, lave abundantemente e busque também o atendimento médico especializado”, diz Barcellos. Cuidado ao reaproveitar embalagens vazias Também há risco em reaproveitar embalagens vazias desses produtos para armazenar outras substâncias. A Anvisa tem o Disque-Intoxicação, um serviço gratuito para a população tirar dúvidas e fazer denúncias: 0800-722-6001.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/02/10/morte-em-piscina-de-academia-em-sp-especialistas-alertam-para-perigo-de-misturar-produtos-quimicos-sem-orientacao.ghtml


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