Marmitas seguras: como evitar riscos à saúde no dia a dia
12/02/2026
(Foto: Reprodução) Levar marmita para o trabalho se tornou um hábito consolidado entre os brasileiros. Desde a pandemia, cresce o número de pessoas que preferem refeições caseiras em vez de comer fora.
De acordo com a pesquisa Panorama da Alimentação no Trabalho, do Instituto QualiBest, 42% dos profissionais que trabalham fora já adotaram essa prática. Outro levantamento, da consultoria Galunion, especializada no setor de alimentação fora do lar, aponta um número ainda maior: 71% dos trabalhadores brasileiros levam marmita, sendo 78% deles mulheres.
O hábito de levar comida para o trabalho tem diferentes motivações, entre elas, a busca por refeições mais saudáveis e a economia de tempo e dinheiro. Independentemente do motivo, é fundamental escolher bem os alimentos e manter a marmita sempre limpa para evitar riscos à saúde.
De acordo com a biomédica Yasmin Carla Ribeiro, o calor favorece a multiplicação de microrganismos como Salmonella, Escherichia coli e Staphylococcus aureus – bactérias responsáveis por intoxicações alimentares que podem causar diarreia, vômitos e dor abdominal
“Além do cuidado com a qualidade, a preparação e a refrigeração dos alimentos, os recipientes usados para levar a comida ao trabalho precisam ser higienizados corretamente”, alerta a professora do curso de Biomedicina do UniCuritiba – instituição que integra a Ânima Educação.
Pesquisadora nas áreas de Nanotecnologia, Cultivo Celular, Microscopia e Biologia Molecular, Yasmin alerta que a combinação de calor, restos de comida, umidade e contato da marmita com superfícies contaminadas pode representar um risco à saúde de quem a utiliza.
Entre as boas práticas de higiene estão lavar a marmita com água quente e detergente neutro, usar uma escovinha em recipientes com frestas ou cantos que acumulam restos de comida e, por fim, higienizar com álcool 70% ou com uma solução de água sanitária (uma colher de sopa para cada litro de água).
A professora de Biomedicina do UniCuritiba lembra que separar ou desmontar todas as partes da marmita facilita a higienização. “Depois de lavar cada peça é importante secar tudo com um pano limpo, já que a umidade residual pode favorecer o crescimento de microrganismos. Para guardar a marmita vazia, escolha um local protegido de poeira e insetos”, ensina a mestre e doutoranda em Biologia Celular e Molecular.
Segundo a biomédica, a segurança alimentar das marmitas feitas em casa depende de um conjunto de cuidados básicos para reduzir o risco de contaminação, como:
higiene da cozinha, dos utensílios, das mãos e dos próprios alimentos;
escolha dos ingredientes;
prazo de validade dos produtos;
processos de cozimento e preparo correto dos alimentos;
resfriamento das refeições antes de colocá-las na marmita;
armazenamento em temperatura adequada;
transporte das refeições em bolsas térmicas, dependendo da distância entre a residência e o local de trabalho.