Major e soldado baleadas em Salvador: entenda regras sobre intervenção policial e uso da força dentro da corporação

  • 25/03/2026
(Foto: Reprodução)
Major Caroline Ferreira Souza, à esquerda, e a soldado Ana Beatriz de Jesus Alves Santos, à direita Reprodução/Redes Sociais O caso envolvendo a soldado da Polícia Militar Ana Beatriz de Jesus Alves Santos, que atirou contra a major Caroline Ferreira Souza, superior dela, chama atenção para a intervenção policial e quando há necessidade de uso da força dentro da corporação. A confusão ocorreu na segunda-feira (23), na Vila Militar do Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. Após Ana Beatriz balear a superior com um tiro no rosto, um tenente-coronel que estava próximo ao local conseguiu intervir e efetuou disparos contra a soldado, a fim de contê-la. Ela foi baleada no tórax e no ombro. As duas foram socorridas por colegas e levadas para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). Depois, a major foi transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde passou por cirurgia no maxilar. Nenhuma delas corre risco de morte. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia O caso é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar, que não divulgou detalhes sobre a investigação interna. Para esclarecer os procedimentos previstos, o g1 ouviu o coronel da reserva Antônio Jorge, que explicou como deve ser a atuação em situações de risco e as possíveis consequências administrativas e penais para a suspeita. Segundo o coronel, a prioridade em qualquer ocorrência com risco à vida é interromper o ataque, independentemente de quem esteja envolvido. "Se você se depara com uma situação que uma pessoa está armada, desferindo disparos contra a outra, a primeira providência a fazer é cessar a agressão", explicou o coronel da reserva. "E, se esse agressor se vira contra aquele que está fazendo a intervenção, o interventor tem não só o direito, como o dever, de resguardar a sua integridade física e de terceiros que se encontram presentes no mesmo ambiente". Soldado atira em Major da PM em unidade no CAB Quanto ao uso da força para conter a agressora, o especialista afirmou que existem protocolos que orientam a atuação policial, começando por abordagens verbais e podendo chegar ao uso de arma de fogo. No entanto, ele ressaltou que nem sempre é possível seguir todas as etapas. "Fique claro que em caso de necessidade não há como se seguir esse escalonamento", disse. É a circunstância que vai determinar a força necessária para conter a agressão. Situação da soldado na corporação Soldado Ana Beatriz de Jesus Alves Santos foi baleada após atirar em major no CAB, em Salvador Reprodução/TV Bahia A Polícia Militar não informou se a soldado Ana Beatriz será submetida a alguma sanção por atirar contra a superior dela. A mulher integra a corporação há cinco anos e, em dezembro de 2025, foi aprovada no Curso de Formação de Oficiais (CFO). Conforme ponderou o coronel da reserva Antônio Jorge, qualquer decisão sobre a permanência ou não dela na Polícia Militar depende da investigação. "Ninguém poderá determinar antecipadamente se a policial será demitida ou se será impedida de frequentar o curso". Antônio Jorge afirmou que a análise inicial cabe à autoridade responsável pela apuração e, posteriormente, o caso pode ser encaminhado à Auditoria Militar do Estado, que dará a decisão jurídica adequada. Saiba mais sobre o caso Major baleada por soldado em Salvador é transferida para o HGE Conforme apurado pela TV Bahia, Ana Beatriz entrou em uma sala do Comando de Policiamento da capital e efetuou pelo menos um disparo contra a major Caroline Ferreira Souza. Na sequência, um tenente-coronel que estava próximo reagiu e atirou contra a soldado, a fim de contê-la. Segundo o advogado Lucas Sestelo, da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares (Aspra) (Aspra), que representa a militar Ana Beatriz, ela relatou que enfrentava problemas no trabalho. "Ela me partilhou que realmente estava sofrendo algum tipo de perseguição, me parece, mas não tenho como confirmar porque foi uma conversa um pouco mais superficial", pontuou o advogado ao atender a imprensa. O advogado também ponderou que somente as investigações e uma avaliação psicológica poderão indicar se Ana Beatriz agiu em surto ou não. O g1 tentou contato com a defesa da major agredida, mas não obteve retorno. Em nota, a Polícia Militar lamentou o ocorrido e disse que presta apoio aos familiares das agentes e aos integrantes da corporação. Major baleada por soldado precisou passar por cirurgia no maxilar Reprodução/TV Bahia Confira a nota da Polícia Militar na íntegra "A Polícia Militar da Bahia informa que acompanha o quadro de saúde de duas policiais militares atingidas por disparos de arma de fogo, na manhã desta segunda-feira (23), na Vila Militar do CAB, em Salvador. De acordo com as informações preliminares, uma soldado efetuou disparos contra uma oficial da corporação. Diante do ocorrido, houve intervenção para conter a ação, momento em que a autora também foi atingida. Ambas foram prontamente socorridas e encaminhadas a uma unidade hospitalar. A PMBA lamenta o ocorrido e informa que está prestando apoio e acompanhamento aos familiares e aos integrantes da corporação." LEIA TAMBÉM: Diretor de conjunto penal da Bahia suspeito de matar namorada a tiros é exonerado, informa Seap Homem suspeito de envolvimento na morte de secretário municipal do Ceará é preso em ônibus na BA Mulher é agredida com pauladas após ser vítima de tentativa de estupro no oeste da Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/03/25/major-e-soldado-baleadas-em-salvador-entenda-regras-sobre-intervencao-policial-e-uso-da-forca.ghtml


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