Maior chacina do DF: condenado por sequestro é solto após cumprir pena maior que a fixada
21/04/2026
(Foto: Reprodução) Carlos Henrique Alves da Silva foi o único dos cinco acusados da maior chacina do Distrito Federal a não ser condenado por homicídio.
Ana Lídia Araújo/g1 DF
Carlos Henrique Alves da Silva, condenado no caso da maior chacina do Distrito Federal, foi solto na tarde desta segunda-feira (20). Ele foi o único dos cinco acusados a não ser condenado por homicídio ocorridos entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023.
Ele recebeu a pena mais branda do julgamento: 2 anos de prisão, apenas pelo crime de sequestro de Thiago Belchior — que foi morto em seguida, segundo a denúncia.
Preso desde janeiro de 2023, Carlos Henrique já cumpriu mais tempo do que a pena fixada. Por isso, o juiz determinou a revogação da prisão preventiva e o cumprimento imediato da pena.
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Segundo a denúncia do Ministério Público, Carlos Henrique respondia por dois crimes: sequestro e homicídio qualificado contra Thiago. No julgamento, ele foi absolvido pelo júri da acusação de homicídio.
Durante o interrogatório, Carlos Henrique afirmou que não participou das mortes e que sua atuação se limitou a um roubo. Segundo ele, a proposta apresentada pelo grupo era abordar Thiago Belchior para pegar o celular da vítima e acessar aplicativos bancários.
Como foi o julgamento
Júri condena cinco réus pela maior chacina do Distrito Federal
O julgamento começou na segunda-feira (14) com os depoimentos de seis testemunhas. Entre elas, o delegado Achilles Benedito de Oliveira Júnior, que falou por cerca de duas horas.
Na terça-feira (15), foram ouvidas mais 12 testemunhas. O depoimento mais longo foi o do delegado Ricardo Viana, que chefiou a investigação do caso. Com intervalos, ele depôs por cerca de sete horas e meia.
A partir do terceiro dia de julgamento, começaram os interrogatórios dos réus. Foram ouvidos Gideon Batista de Menezes e Fabrício Silva Canhedo, enquanto Horácio Carlos Ferreira Barbosa foi orientado pela defesa a não responder às perguntas.
O quarto dia começou com o depoimento de Carlomam dos Santos Nogueira e, na sequência, de Carlos Henrique Alves da Silva. No mesmo dia, teve início a fase de debates, com a manifestação do Ministério Público e da assistência de acusação, que tiveram 3h20 para se manifestar.
A sexta-feira (17) ficou reservada para a fala das defesas, e cada uma pôde se manifestar por até 40 minutos. Por fim, ainda na sexta, foram definidos os quesitos, e os jurados passaram a analisar cerca de 500 perguntas relacionadas aos crimes neste sábado (18).
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