Justiça aceita denúncia, e personal trainer suspeito de aplicar golpes em alunas em BH se torna réu
30/01/2026
(Foto: Reprodução) Personal trainer de BH suspeito de aplicar golpes que causaram prejuízo de R$ 500 mil é preso
A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público estadual contra o personal trainer Vinícius Araújo Antunes, acusado de aplicar golpes em alunas da Grande BH, e ele se tornou réu, nesta sexta-feira (30). Os crimes ocorreram entre os anos de 2024 e 2025. Os prejuízos somam cerca de R$ 500 mil.
A decisão é da 6ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte. Vinícius está preso desde 10 de dezembro de 2025.
A promotora Mariana Terra Silva Barros apresentou denúncia contra o suspeito por estelionato praticado de forma profissionalizada.
No documento, o Ministério Público pede que as penas sejam somadas para cada uma das nove vítimas identificadas.
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Personal ostentava viagens internacionais nas redes sociais.
Reprodução
Relembre o caso
Vinícius Araújo Antunes, de 36 anos, passou a ser investigado por estelionato após clientes denunciarem prejuízos que somam cerca de R$ 500 mil. As vítimas eram, principalmente, mulheres com idades entre 25 e 40 anos, muitas delas médicas ou outras profissionais da saúde que moram na Região Centro-Sul de BH e em Nova Lima.
De acordo com as vítimas, a abordagem acontecia pelas redes sociais. O personal iniciava conversas dizendo ter "amigos em comum" e oferecia planos de aulas personalizadas.
Depois da contratação, segundo as denúncias, ele alegava supostos erros em cadastros e plataformas de pagamento.
O procedimento se repetia: Vinícius pedia que as clientes refizessem as transações, afirmando que as anteriores seriam canceladas. Algumas vítimas disseram ter refeito pagamentos mais de uma vez, mas o estorno prometido nunca ocorreu.
Uma médica relatou ter contratado um plano anual de R$ 12 mil, recebido apenas um mês de aulas e acumulado prejuízo superior a R$ 40 mil.
Outra vítima contou que pagou por oito meses de treinos, mas Vinícius começou a faltar ainda no primeiro mês, apresentando justificativas repetidas. Ambas afirmaram que os valores não foram devolvidos.
Violência doméstica
Além das suspeitas de estelionato, o personal é investigado por violência doméstica e por supostos golpes contra ex-namoradas.
Segundo os relatos, ele abriu contas bancárias, contratou cartões de crédito e realizou empréstimos em nome das parceiras sem o conhecimento delas.
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