Itens com personagens podem custar até 178% mais caro na volta às aulas em Petrópolis, aponta Procon
31/01/2026
(Foto: Reprodução) Itens de materias escolares sobem o preço e Procon alerta na hora da compra.
Divulgação/ Procon Petrópolis
Os personagens favoritos e o time do coração costumam influenciar a escolha do material escolar das crianças, mas essa preferência pode sair caro. Uma pesquisa realizada pelo Procon Petrópolis, na Região Serrana do Rio em janeiro, aponta que itens com personagens e marcas licenciadas podem custar até 178% a mais, tornando a volta às aulas um desafio para o orçamento das famílias na cidade.
Em Petrópolis, as aulas da rede municipal de ensino começam no dia 4 de fevereiro. Em 2025, a rede atendia mais de 36 mil alunos, distribuídos em 191 unidades de ensino, incluindo 80 Centros de Educação Infantil (CEIs).
O levantamento do Procon analisou os preços de uma lista básica de material escolar em papelarias do município. Entre os itens pesquisados estão mochila, estojo, cadernos, lápis grafite e de cor, giz de cera, canetinhas, borracha, apontador, régua, tesoura, massinha de modelar, cola, tinta guache, pastas e canetas.
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Segundo o coordenador do Procon Petrópolis, Fafá Badia, diversos fatores explicam a variação de preços.
“É importante que o consumidor fique atento às marcas e, principalmente, à imagem que o produto carrega. Além disso, é fundamental observar a qualidade e o material do item no momento da compra”, orientou.
A pesquisa também identificou diferenças de preço entre papelarias da cidade, mesmo para produtos da mesma marca. Um lápis de cor com 12 cores, por exemplo, foi encontrado por R$ 18,99 em uma loja e por R$ 21,00 em outra. Réguas, borrachas e apontadores apresentaram variações entre 10% e 15%.
“À primeira vista, as diferenças podem parecer pequenas, mas, em uma lista extensa de material escolar, esse valor gera um impacto real no bolso do consumidor. A dica é sempre pesquisar, visitar de duas a três papelarias diferentes e buscar o melhor preço”, explicou o coordenador.
Com o aumento das compras pela internet, o Procon Petrópolis reforça a necessidade de cuidados extras.
“Na internet é mais fácil comparar preços, mas é fundamental pesquisar o histórico do site antes de finalizar a compra. O consumidor também tem o direito de arrependimento, podendo devolver o produto sem custo em até sete dias”, destacou Fafá Badia.
Outro alerta importante diz respeito às listas de material escolar. De acordo com o Procon, as escolas não podem exigir a compra de materiais de uso coletivo. Já a aquisição de apostilas ou cadernos digitais pode ser obrigatória, a depender da instituição.
“O consumidor deve sempre conferir essas condições no contrato de prestação de serviços educacionais. Caso a lista inclua itens de uso coletivo, a denúncia pode ser feita ao Procon”, reforçou o coordenador.
Em Petrópolis, o Procon funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, na Rua Dr. Moreira da Fonseca, 33, no Centro, na Praça Visconde de Mauá (Praça da Águia). O telefone para contato é (24) 2246-8469.
Pesquisa estadual aponta altas expressivas
Além do levantamento local, a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e o Procon-RJ divulgaram uma pesquisa comparativa dos preços de material escolar entre 2025 e 2026, analisando 90 itens. O estudo mostra que 60% dos produtos tiveram aumento de preço, enquanto 40% apresentaram redução.
Nove itens foram classificados com “comportamento extremo”, com variações positivas de até 475%. Entre os produtos mais afetados estão instrumentos geométricos e de desenho técnico, tintas e materiais artísticos, além de lápis especializados e itens de maior valor agregado.
Por outro lado, alguns produtos registraram quedas de até 98%, como dicionários escolares e materiais de apoio, reflexo da substituição por recursos digitais e da redução da demanda por materiais impressos.
Para o secretário da Sedcon, Gutemberg Fonseca, os dados reforçam a importância da pesquisa antes da compra.
“A compra de material escolar exige atenção e planejamento. A orientação é analisar a lista, comparar preços e tomar decisões estratégicas e econômicas”, afirmou.