Governo regulamenta profissão de sanitarista e define regras para atuação no SUS

  • 07/04/2026
(Foto: Reprodução)
Agentes de saúde em combate à dengue, em Petrolina Ascom/PMP O governo federal regulamentou a profissão de sanitarista no Brasil. A medida foi formalizada nesta terça-feira (7), com a publicação de um decreto que define como será feito o registro e a atuação desses profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS). Na prática, o texto tira do papel a lei sancionada em 2023, que reconheceu oficialmente a categoria, e estabelece as regras para o exercício da profissão. O decreto detalha quem pode atuar como sanitarista, quais são suas atribuições e como funcionará o registro profissional —etapa obrigatória para trabalhar na área. Entenda mais abaixo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quem são os sanitaristas e o que muda Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil profissionais podem se enquadrar nos critérios e solicitar o registro. Os sanitaristas são profissionais ligados à saúde coletiva, com atuação voltada principalmente para planejamento, gestão e vigilância em saúde —ou seja, trabalham mais na organização de políticas públicas e no controle de riscos do que no atendimento direto ao paciente. A lei que criou a profissão já previa essas funções. Entre elas estão: análise de situações de saúde da população; atuação em vigilância epidemiológica e sanitária; planejamento e gestão de políticas públicas; desenvolvimento de ações de prevenção e promoção da saúde. Com a regulamentação, essas atividades passam a ter regras formais de exercício e fiscalização. Além disso, o texto reforça que o exercício da profissão depende de registro em órgão competente do SUS, o que não era detalhado anteriormente. Quem poderá se registrar O decreto segue os critérios já definidos em lei e inclui diferentes perfis de formação. Poderão solicitar o registro: graduados em saúde coletiva ou saúde pública; mestres e doutores nessas áreas; profissionais com residência médica ou multiprofissional em saúde coletiva; pessoas com graduação em outras áreas, desde que tenham especialização na área; profissionais com ensino superior e pelo menos cinco anos de experiência comprovada no setor até a data da lei. Diplomas obtidos no exterior também serão aceitos, desde que revalidados no Brasil. Como será o registro O registro será feito pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES). O processo deve ocorrer por formulário eletrônico, com envio de documentos como identidade, CPF e comprovantes de formação ou experiência profissional. A pasta ainda deve detalhar, em normas complementares, como será o fluxo de análise dos pedidos. Impacto no SUS A regulamentação ocorre em um contexto de maior pressão sobre o sistema público de saúde, que depende de profissionais especializados em planejamento e organização da rede. Na prática, a formalização da carreira tende a: padronizar a atuação desses profissionais; dar mais segurança jurídica ao exercício da função; organizar a entrada e a fiscalização da categoria no SUS; fortalecer áreas como vigilância epidemiológica e gestão de políticas públicas.

FONTE: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/04/07/governo-regulamenta-profissao-de-sanitarista-e-define-regras-para-atuacao-no-sus.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Anunciantes