EUA incentivaram o programa nuclear do Irã que tentam destruir após 60 anos; conheça história
26/02/2026
(Foto: Reprodução) O programa nuclear iraniano: o que é que o Irã tem que assusta tanto os norte-americanos?
A tensão entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo nos últimos meses. Enquanto drones vigiam o céu do Golfo e imagens de satélite monitoram a região, diplomatas tentam negociar limites para o programa nuclear iraniano.
No mar, a Casa Branca deslocou uma força naval americana rumo à costa do Irã. A mensagem é um recado do presidente Donald Trump para manter a pressão sobre a ditadura dos aiatolás.
Nesse tabuleiro geopolítico, o Irã não é só uma peça. Ele atua como um jogador decisivo, que desafia potências e influencia o equilíbrio de forças no Oriente Médio.
O país fica entre Turquia, Iraque, Afeganistão e Paquistão e, além disso, tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Irã tem capacidade tecnológica e domínio do enriquecimento de urânio, algo que alimenta o temor internacional de uma escalada nuclear.
Mas essa história tem um ponto pouco lembrado: o programa nuclear do Irã começou com ajuda dos Estados Unidos.
Nos anos 1960, em plena Guerra Fria, Washington incentivou o desenvolvimento nuclear iraniano, na época sob o governo do xá, aliado do Ocidente, com discurso de uso energético. Ter um aliado oriental não comunista era importante.
Governo dos EUA incentivou a criação do programa nuclear iraniano nos anos 60, em programa chamado 'Átomos pela paz', que buscava deter a União Soviética, mas tinha um discurso de uso pacífico - o mesmo argumento usado hoje pelos aiatolás
Reprodução / Fantástico
Tudo mudou com a Revolução Islâmica de 1979. O aiatolá Khomeini derrubou a monarquia, fundou a atual República Islâmica e transformou os EUA em inimigo central do regime.
Desde então, o programa nuclear virou um dos principais focos de conflito e desconfiança.
O Irã afirma que a iniciativa é pacífica - mesmo argumento da época em que os EUA incentivaram o programa. Mas potências ocidentais temem que o país use a estrutura para chegar a uma bomba.
Nos últimos meses, há a um cenário de instabilidade interna e de ameaça externa. A verdadeira bomba relógio pode estar dentro do próprio país, com uma população que voltou às ruas e enfrenta repressão.
Veja mais nas reportagens do Fantástico, no vídeo acima e abaixo.
O raio-x da Guarda Revolucionária que sustenta o regime autoritário dos aiatolás
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