Como queda da 4ª maior araucária do Brasil pode facilitar preservação das gigantes da espécie

  • 16/05/2026
(Foto: Reprodução)
Quarta maior araucária do Brasil cai em Santa Catarina "Na natureza nada se perde, tudo se transforma". A célebre frase de 1785 que compreende a Lei da Conservação das Massas, conceitua o sentido da vida de uma das espécies mais tradicionais do Sul: a araucária. A queda de um exemplar de 44 metros facilitou o trabalho de pesquisadores para coleta de material visando a clonagem deste gigante, que é o quarto maior da espécie documentado no Brasil. Apelidada de "Pinheirão", a árvore fica em uma área de mata dentro da Estação Experimental da Embrapa em Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina. O último registro em pé da árvore foi em novembro de 2025 e pesquisadores estimam que a queda tenha ocorrido nas últimas semanas. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Com a árvore em pé, a coleta de material genético visando estimar a idade e as características que a fizeram tão grande, era prejudicada por alguns fatores: as brotações necessárias para o estudo ficavam na copa da árvore e; para isso era necessário uma escalar até o topo, o que era inviável na espécie, justamente pelo risco de queda já que o tronco da araucária era oco. “Esse material se encontra no alto, na copa da árvore e, em virtude de sua altura, o procedimento só seria possível por meio de escalada, o que era inviável nesta árvore, ou, infelizmente, com seu tombamento”, detalhou Paulo César, bolsista da equipe de pesquisa, composta pela Embrapa e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Santa Catarina (Epagri). 'Pinheirão', quarta maior araucária do Brasil em pé e após queda Gustavo Fonseca - Kátia Picheli A araucária tem altura média de 25 a 30 metros e, por isso, a importância de estudar as espécies gigantes. O Sul do Brasil é berçário da espécie e Santa Catarina conta com outras gigantes, como outra de 42 metros, que pode ter entre 600 e 900 anos em São Joaquim, na Serra. Para garantir os estudos sobre a clonagem do "Pinheirão", de Caçador, a equipe avaliou após a queda a existência de brotações viáveis para o processo de resgate do material genético. “O ideal é que a coleta deste tipo de material seja feita de cinco a dez dias após a queda. No entanto, a equipe observou brotações ainda viáveis”, completou Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas. O material coletado foi levado para laboratório e enxertado. O prazo estimado é de deve levar cerca de 100 dias para descobrir se houve sucesso na tentativa. Araucária de 44 metros, a quarta mais alta do Brasil, cai em Santa Catarina Kátia Picheli Com a queda, também será possível estimar a idade da árvore: discos do tronco serão coletados em uma região onde a madeira ainda está íntegra, cerca de 5 metros acima da base. O tronco oco, ao longo dos anos, impedia a precisão de métodos para estimar quantos anos a araucária tinha. "Devido à fragilidade observada no tronco (oco), optou-se por não se proceder a nenhuma investigação para determinar sua idade, mas certamente esta árvore serviu de inspiração para muitos de nossos trabalhos", reiterou a pesquisadora Maria Augusta Doetzer Rosot. Araucária de 44 metros, a quarta mais alta do Brasil, cai em Santa Catarina Kátia Picheli VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/05/16/queda-da-4a-maior-araucaria-do-brasil-pesquisa-preservacao-gigantes.ghtml


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