Com alta em focos de calor, queimadas estão proibidas no Amapá até o fim de novembro

  • 15/09/2026
(Foto: Reprodução)
Campanha percorre municípios do Amapá com orientações para combater queimadas Uma portaria da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) estabeleceu a suspensão total do uso do fogo entre 1º de setembro e 30 de novembro de 2026 em todo o Amapá. A orientação das autoridades ambientais é que a população não ateie fogo em lixo, quintais ou terrenos com vegetação seca. A medida foi adotada diante da combinação de baixas chuvas, vento forte e os impactos do fenômeno El Niño, que aceleraram a propagação de incêndios na região durante a estiagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Com a restrição em vigor, o governo estadual intensificou as ações de conscientização e a fiscalização em campo nos municípios amapaenses. Equipes da Sema percorreram localidades como Laranjal do Jari, Vitória do Jari e Mazagão para orientar produtores e moradores sobre o risco ambiental e as penalidades pelo descumprimento da regra. " A gente já está com mais de 353% de aumento de incidência de focos de calor no estado comparado com o ano passado no mesmo período. O uso do fogo está proibido em todo o estado até 30 de novembro. Qualquer foco pode colocar tudo a perder: o patrimônio, a vida e a biodiversidade", alertou Marcos Almeida, diretor de desenvolvimento ambiental da Sema. Calçoene e Tartarugalzinho concentram maior incidência A principal preocupação dos órgãos de monitoramento está voltada para o interior do estado. Dados do Painel do Fogo indicam que Calçoene reúne mais de 50% de todos os focos de calor registrados no Amapá, seguido por Tartarugalzinho. Segundo Marcos Almeida, o tipo de vegetação predominante nessas regiões ajuda a acelerar as chamas. "Esses municípios têm uma vegetação muito seca, de cerrado, o que facilita a propagação. Qualquer situação de uso do fogo pode comprometer grandes áreas. Estamos no mês de setembro, e em outubro as temperaturas vão aumentar ainda mais. As condições ficarão cada vez mais propícias ao fogo", disse. LEIA MAIS: Seca e assoreamento isolam comunidades no Bailique: 'se tornou um deserto', diz morador Focos de calor no Amapá sobem 400% no início da estiagem, aponta meteorologista Amapá terá forte estiagem no 2º semestre de 2026, segundo Defesa Civil Cruzamento de dados contra queimadas criminosas Para identificar responsáveis por incêndios ilegais, a fiscalização ambiental cruza diariamente as coordenadas geográficas dos focos transmitidas por satélite com o banco de dados de propriedades do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A maior concentração de queimadas suspeitas tem sido verificada ao longo da BR-156.O diretor ressalta que quem atear fogo sem autorização responderá na Justiça. "A fiscalização usa esses dados para ir nesses locais e confirmar se o uso do fogo foi indevido. Diante de uma investigação, esses proprietários rurais podem ser enquadrados na lei e responder inclusive com pena de reclusão", falou. Além das áreas rurais e de interior, queimadas urbanas têm sido registradas na capital, Macapá. Caso a população identifique focos de incêndio ou queimadas ilegais, as denúncias podem ser feitas aos canais oficiais do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar Ambiental. Com alta em focos de calor, queimadas estão proibidas no Amapá até o fim de novembro Rafael Aleixo/Arquivo g1

FONTE: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/09/15/com-alta-em-focos-de-calor-queimadas-estao-proibidas-no-amapa-ate-o-fim-de-novembro.ghtml


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