Chefe do PCC, 'Malévola' é condenada a 12 anos de prisão

  • 28/08/2026
(Foto: Reprodução)
Ligia Sanches foi presa suspeita de integrar facção criminosa em Itanhaém Divulgação/Polícia Civil Ligia Sanches Moro, conhecida como 'Malévola' e 'Loira', foi condenada a 12 anos e três meses de prisão por organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. Ela é apontada pela Polícia Civil como "sintonia geral", ou seja, tinha um alto cargo de gerência e coordenação no Primeiro Comando da Capital (PCC). Ainda cabe recurso da decisão de primeira instância. A mulher de 44 anos foi presa em uma casa no bairro Guapurá, em Itanhaém, no litoral de São Paulo, no dia 12 de fevereiro. Com ela, os policiais apreenderam celulares, máquinas de cartão, registros manuscritos com divisão de tarefas e apontamentos sobre a articulação interna da facção. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. De acordo com a sentença da 4ª Vara Criminal de Itanhaém, na última terça-feira (25), a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. A foto da mulher foi divulgada pela polícia com o rosto dela borrado. "O conjunto probatório demonstra, de forma segura, a atuação consciente e efetiva da ré na organização criminosa, com exercício de função de comando, bem como seu vínculo estável e permanente voltado à prática do tráfico de drogas", afirmou o juiz Rafael Vieira Patara. Agora no g1 Defesa Ao ser interrogada em juízo, a mulher admitiu ter sido integrante da organização criminosa, mas afirmou que foi desligada em 2020. Ela acrescentou que foi casada com uma pessoa envolvida com o tráfico de drogas e que o ingresso na facção ocorreu por conta desse relacionamento. Ela reconheceu ter sido conhecida como 'Loira', mas negou ter exercido a função de "sintonia final dos Estados", sustentando que sua atuação se restringia ao período em que esteve presa. Ela afirmou que os cadernos apreendidos continham anotações relativas ao projeto de uma ONG. Polícia Civil apreendeu itens durante cumprimento de mandados de busca e apreensão em Itanhaém Divulgação/Polícia Civil A defesa dela entrou com um pedido de revogação da prisão preventiva. Os advogados solicitaram a substituição para detenção domiciliar, sob a alegação de que a mulher apresenta grave condição de saúde e necessita de tratamento médico contínuo. No documento, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) destacou que, embora a defesa alegue a existência de neoplasia maligna, um dos exames apresentados teve o resultado negativo para a doença. A unidade prisional foi acionada para apresentar um relatório atualizado da saúde da mulher. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/08/28/chefe-do-pcc-malevola-e-condenada-a-12-anos-de-prisao.ghtml


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