Caso Fabinho Cross: bombeiro civil é condenado por lesão corporal seguida de morte no interior de SP

  • 04/02/2026
(Foto: Reprodução)
Fabinho Cross morreu após ser agredido por cinco homens na boate Almanaque em Araraquara Reprodução/ Arquivo Pessoal O bombeiro civil Agnaldo Francisco Rodrigues foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pela lesão corporal seguida de morte do empresário Fábio Luis Alves Gaspar, conhecido como Fabinho Cross, na boate Almanaque, em Araraquara (SP). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A morte do empresário ocorreu em 1° de setembro de 2024 após ser agredido por quatro funcionários e um cliente dentro da casa noturna. De acordo com o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML), a vítima morreu por asfixia mecânica (estrangulamento). O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) indiciou cinco homens pela morte do empresário. Segundo a denúncia, as agressões contra Fábio tiveram motivo fútil, sem possibilidade de defesa e só cessaram após os investigados notarem que a vítima estava desmaiada. 1° Condenado Por decisão unânime do Tribunal do Júri, na terça-feira (3), o homicídio foi desclassificado e o bombeiro civil foi condenado ao regime semiaberto, aquele em que pode sair para trabalhar ou estudar durante o dia e retornar para dormir na unidade prisional. Agnaldo poderá recorrer em liberdade. Procurado pelo g1, o advogado Roberto Romano, que defende o bombeiro civil, afirmou que a defesa irá recorrer em relação à pena aplicada. Já a assistente de acusação, Josimara Veiga Ruiz, que representa a família do empresário, disse que a Justiça não pode ser confundida com vingança. "Num universo de mais de 30 golpes suportados por Fábio Cross enquanto era asfixiado e imobilizado pelos outros quatro réus, o bombeiro civil, julgado hoje [3 de fevereiro], deu apenas um único soco – somado a outros atos e omissões que contribuíram para o resultado fatal", afirmou Josimara. De acordo com a advogada, a família do empresário aguarda que a Justiça seja implacável aos demais acusados, que ainda serão julgados. O g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) e aguarda um retorno. Mais notícias sobre o caso: CASO FABINHO CROSS: Laudo aponta que empresário agredido em casa noturna morreu com golpe de 'mata-leão'; 2 homens foram presos PRISÃO: Preso terceiro suspeito envolvido na morte de empresário agredido em casa noturna de Araraquara RELEMBRE: Polícia investiga morte de empresário após abordagem de seguranças em casa noturna; família fala em agressão E os outros acusados? Conforme apurado pelo g1, cinco homens são acusados, sendo que um deles, o bombeiro civil, foi julgado na terça-feira (3). Os outros quatro ainda não foram julgados e respondem em liberdade. "Os outros quatro recorreram do Júri, que se chama decisão de pronúncia, porque eles acham que não devem ser julgados pelo crime de homicídio, então o julgamento desse recurso vai acontecer no Tribunal de Justiça, em São Paulo, agora 5 de março. Depois, provavelmente, vão interpor outros recursos para Brasília", explicou Josimara. Segundo a assistente de acusação, quando a denúncia foi oferecida pelo MP-SP foi pedida a prisão de todos os acusados. Três foram presos, sendo dois seguranças e um cliente da casa noturna, enquanto o gerente da boate e o bombeiro permaneceram foragidos. Josimara afirmou que a defesa do cliente da casa noturna conseguiu uma decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, para responder em liberdade. A partir disso, os demais acusados conseguiram a mesma flexibilização e respondem à acusação soltos. O g1 não localizou a defesa dos outros quatro acusados até a publicação desta reportagem. Polícia Civil investiga morte do empresário Fábio Gaspar após ser socorrido em casa noturna de Araraquara Redes sociais Relembre o caso De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram chamados pelo gerente da casa noturna após Gaspar ser retirado do espaço por estar alterado e causando confusão, sendo contido pelos seguranças. Quando os policiais chegaram, Gaspar já havia sido levado para Santa Casa de Araraquara pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após passar mal. Ele morreu no hospital. Casa noturna Almanaque publicou nota de esclarecimento em redes sociais Amanda Rocha/g1 Segundo a advogada Josimara, testemunhas disseram que Gaspar quebrou uma garrafa de uísque que havia comprado e foi retirado do salão da casa noturna com golpe “mata-leão” por seguranças do espaço. O g1 tentou, mas não conseguiu contato com o Almanaque Bar. Na época, a casa noturna publicou uma nota de esclarecimento em suas redes sociais lamentando o ocorrido e afirmando que estava colaborando com as investigações. Veja os vídeos que estão em alta no g1 REVEJA VÍDEOS DA EPTV Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2026/02/04/caso-fabinho-cross-bombeiro-civil-e-condenado-por-lesao-corporal-seguida-de-morte-no-interior-de-sp.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Anunciantes